Fachin vê ‘escalada do autoritarismo’ no país após eleições de 2018

Para ministro do STF, é necessário um consenso em torno das instituições democráticas para não comprometer a disputa de 2022

Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal
Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF (18/02/2020)

Noeli Menezes, da CNN, em Brasília

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O ministro Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (17) que o Brasil vive uma “escalada do autoritarismo” após as eleições presidenciais de 2018. Para ele, é necessário um consenso em torno das instituições democráticas para não comprometer a disputa de 2022.

“As eleições presidenciais de 2022 podem ser comprometidas se não se proteger o consenso em torno das instituições democráticas. A defesa desse consenso em torno das instituições democráticas mostra um elemento imprescindível para a saúde da democracia”, declarou durante participação de videoconferência de abertura do VII Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral.

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Segundo o ministro, o presente que vivenciamos, além de efeito da pandemia, também está tomado de surtos arrogantes e ameaças de intervenção. “E, por isto, infelizmente, o futuro está sendo contaminado de despotismo”, argumentou.

Fachin citou pesquisas de opinião que mostram a descrença do brasileiro na democracia para exemplificar o que chamou de “recessão democrática”, caracterizada por uma “crise de participação e de engajamento”.

“Os elevados índices de alienação eleitoral e a fragilidade do apoio positivo a forma democrática de governo têm demonstrado que, inequivocamente, vivemos uma recessão democrática”, concluiu.

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