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    “Fala é criminosa, não infeliz”, diz Bolsonaro sobre comentário de Lula em relação a Israel

    Em entrevista, ex-presidente criticou comparação do atual mandatário da situação em Gaza ao Holocausto

    Ex-presidente Jair Bolsonaro
    Ex-presidente Jair Bolsonaro 28/01/2022REUTERS/Adriano Machado

    Lucas SchroederRenata Souzada CNN

    São Paulo

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou a declaração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Israel como uma “fala criminosa”. A afirmação do ex-mandatário foi feita em uma entrevista à CBN Recife.

    “Uma fala criminosa. Não é infeliz, não. É criminosa, que ofendeu não apenas os judeus, ofendeu a humanidade. O que aconteceu na Segunda Guerra, com a eliminação em câmaras de gás de judeus, não existe na história do mundo. E o Lula compara o Exército de Israel com os nazistas. Chocou o mundo”, disse.

    No último domingo, durante entrevista coletiva na Etiópia, Lula afirmou que o que está acontecendo na Faixa de Gaza é um “genocídio” e fez alusão à matança de judeus comandada por Adolf Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial.

    “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus”, disse ele.

    Diante da repercussão do caso, Bolsonaro questionou ainda o impacto futuro para o Brasil. “Nós vamos ficar com quem no mundo pro futuro, com ditaduras e vamos nos afastar do mundo democrático e evoluído? É uma fala que não cabe a um presidente da República, além de demonstrar desconhecimento sobre o que foi o Holocausto.”

    A declaração do presidente também foi amplamente criticada pelo governo israelense, que atribuiu o título de “persona non grata” a Lula, enquanto não houver retratação.

    À CNN, o assessor especial de assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou que o presidente não pedirá desculpas.

    “Sempre tratamos de maneira muito respeitosa e defendemos a solução de dois Estados, mas não tem nada do que se desculpar. Israel é que se coloca numa condição de crescente isolamento”, afirmou Amorim.

    Procurado pela CNN, o Palácio do Planalto informou que não comentará as declarações.