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    FBI colabora com PF em investigação sobre joias recebidas por Bolsonaro

    Equipe de investigadores da Polícia Federal irá viajar aos Estados Unidos nos próximos dias, para mapear caminho feito pelos estojos de joias até a venda

    Basília Rodriguesda CNN

    Brasília

    A Polícia Federal (PF) passou a ter a colaboração do FBI, a PF dos Estados Unidos, na investigação sobre o esquema ilegal de venda de joias e relógios da Arábia Saudita retirados do acervo presidencial durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    A informação foi confirmada à CNN por fontes da PF.

    A participação do FBI no caso foi autorizada pelo Departamento de Justiça americano, em Washington, que aceitou integralmente o pedido de colaboração policial internacional proposto pela PF.

    A CNN apurou que uma equipe da PF irá viajar aos Estados Unidos nos próximos dias com o objetivo de mapear o caminho que os estojos de joias percorreram até serem colocados à venda.

    Com o acordo de cooperação técnica entre as duas polícias, a investigação poderá:

    • acessar o sigilo bancário de contas;
    • checar informações em joalherias na Florida, Nova York e Pensilvânia;
    • também colher depoimentos de testemunhas e suspeitos em território americano.

    De acordo com a investigação da PF, aliados de Bolsonaro, como o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, e o pai dele, Mauro Lourena Cid, teriam negociado a venda das joias e relógios.

    A família Cid e também a de Bolsonaro possuem contas bancárias nos Estados Unidos.

    Desde que o caso das jóias sauditas veio à tona em março deste ano, alguns itens foram reencontrados, como um conjunto da marca Chopard e um relógio Rolex.

    Mas a investigação suspeita que outras peças, ainda não divulgadas, tenham sido comercializadas. Não há conhecimento, por exemplo, do paradeiro de um relógio de luxo da marca Patek Philippe.

    A defesa de Bolsonaro alega que não houve venda ilegal de joias e que havia o entendimento de que os presentes seriam itens personalíssimos. Portanto, eles não deveriam ser incorporados pelo acervo público.

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