Fernando Molica: Divisão da oposição dificulta atos com pauta em comum

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista Fernando Molica repercutiu atos convocados por grupos de centro-direita, que tiveram baixa adesão

Da CNN Brasil, Em São Paulo
Compartilhar matéria

No quadro Liberdade de Opinião desta segunda-feira (13), o jornalista Fernando Molica analisou os atos convocados por grupos de centro-direita, em 15 capitais, pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Apesar da convocação com antecedência, a oposição ao governo federal se dividiu e o número de participantes foi abaixo do esperado, principalmente em comparação aos atos de 7 de Setembro, a favor do presidente. Principal sigla de oposição, o Partido dos Trabalhadores (PT) ficou de fora dos atos protestos que, inicialmente, tinham o mote: “nem Lula, nem Bolsonaro”.

Para Molica, não dá para dizer unicamente que a ausência do PT nos atos é responsável pela baixa adesão e é necessário avaliar a situação como um todo.

"Primeiro, há uma clara divisão da oposição. Esse ato tinha sido chamado inicialmente pelo MBL com o mote 'Nem Lula, nem Bolsonaro', ou seja, mote voltado já para as eleições de 2022", afirmou. "Alguns personagens de partidos de oposição aderiram, como Ciro Gomes, [Luiz Henrique] Mandetta e João Doria, mas não houve uma convocação conjunta. Isso já complica a coisa."

"Em São Paulo, tinha um 'pixuleco' de Lula e Bolsonaro. Fica complicado chamar o PT para um ato em que a principal liderança está caracterizada como um presidiário", completou o jornalista. "O grande desafio das oposições é estabelecer uma pauta em comum e tentar tirar o foco das eleições de 2022 -- o que não é fácil."

Relatando uma conversa com deputado do PT, Molica falou sobre protestos que a esquerda quer organizar para outubro. "[Ele disse] que os atos de ontem refletiram o tamanho do MBL. Agora, a ideia é convocar atos mais amplos para a primeira semana de outubro, sem um protagonista."

"O grande sonho da oposição é reeditar a campanha das Diretas Já: coordenar um ato para a ver a força da oposição e a disposição de quem não está satisfeito com Jair Bolsonaro de ir para a rua."

O Liberdade de Opinião tem a participação de Fernando Molica e Alexandre Garcia. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.