Fernando Molica: Será muito difícil relatório da CPI ficar sem respostas

No quadro Liberdade de Opinião, jornalista analisou possíveis encaminhamentos para documento aprovado por 7 votos a 4 na CPI da Pandemia

Da CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (27), o jornalista Fernando Molica analisou os próximos passos para o relatório da CPI da Pandemia, aprovado por 7 votos a favor e 4 contrários ao documento do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

O texto será entregue hoje para a Procuradoria-Geral da República (PGR). O relatório prevê o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas. Entre os indiciados estão o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, e o atual ministro da pasta, Marcelo Queiroga.

“Vai ser muito difícil que haja uma ausência de respostas”, avaliou Molica. “A CPI fez um trabalho muito bom, levando em conta as condições de apuração que não são as mesmas de um processo judicial. A comissão, por exemplo, não pode decretar escutas telefônicas e não tem delação premiada.”

“As evidências são muito fortes. Certamente o Ministério Público (MP) não vai aceitar todas as alegações, pois há acusações muito pesadas contra o presidente da República. Temos histórico de certa complacência do PGR, Augusto Aras, com o presidente. Mas não dá pra deixar sem resposta”, continuou.

“São questões muito sérias e importantes, que precisam ser apuradas e o MP tem a obrigação como fiscal da lei de dar respostas à sociedade, inclusive nos crimes atribuídos ao presidente da República.”

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Maria Saad. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Fernando Molica no quadro Liberdade de Opinião / CNN Brasil (27.out.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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