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    Filho de Bolsonaro nega à Polícia Civil envolvimento em fraudes de empresa investigada

    Jair Renan Bolsonaro prestou depoimento por videoconferência

    Jair Renan é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
    Jair Renan é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Arquivo - Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images

    Elijonas Maiada CNN

    Brasília

    Investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF), Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), prestou depoimento aos investigadores e negou envolvimento em fraudes fiscais.

    A oitiva ocorreu na terça-feira da semana passada (10) por videoconferência, já que ele mora em Santa Catarina e o caso é investigado em Brasília. A CNN teve acesso às informações do depoimento.

    O depoimento durou cerca de 30 minutos e, segundo fontes ouvidas pela reportagem, Jair Renan não esclareceu pontos importantes da investigação, mas disse que não sabia do suposto esquema investigado pela polícia na empresa que possuía, a RB Eventos e Mídia.

    Em março deste ano, ele passou a companhia para o nome de um amigo, suspeito de ser um “laranja”.

    Investigadores dizem que, mesmo com o depoimento insatisfatório, a apuração da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) avança. Cerca de dez pessoas já foram ouvidas e o inquérito ganhou mais elementos. A DOT faz parte do Departamento de Combate à Corrupção.

    A investigação

    Um dos principais alvos da ação é Maciel Alves de Carvalho, que foi preso em 24 de agosto. Ele é acusado de ser o cabeça do esquema e instrutor de tiro do filho “04” de Bolsonaro.

    A suspeita é de que ele usava um clube de tiros como fachada para a compra e venda ilegal de armas. A polícia investiga também a abertura de contas no nome dos envolvidos na operação e ainda apura qual seria o papel de Jair Renan no esquema.

    A investigação apontou que o ponto de partida das apurações são empresas no nome de Marco Aurelio Rodrigues. Ele aparece como sócio administrador da Academia de Tiro 357, com capital social de R$ 3,5 milhões, e da RB Eventos e Mídia LTDA, com capital social no valor de R$ 105 mil.

    A Academia de Tiro 357 foi aberta em 2011, e repassada para Marco Aurelio em 2021. Já a empresa de eventos pertencia a Jair Renan até março de 2023, quando também foi transferida para Marco Aurelio.

    O segundo eixo é que os investigadores veem Marco Aurelio como um “laranja” para ocultar o verdadeiro proprietário das empresas de fachada. “A investigação aponta que diversos suspeitos teriam dado vida a pessoas falsas e aberto empresas visando obter vantagem financeira indevida”, detalhou à CNN o delegado à frente do caso, Marco Aurélio Sepúlveda, em agosto.

    De acordo com as provas da investigação, Maciel Alves e um de seus comparsas fizeram “nascer” a falsa pessoa de Antonio Amancio Alves Mandarrari, cuja identidade falsa foi usada para abertura de conta bancária e para figurar como proprietário de pessoas jurídicas na condição de “laranja”.

    De acordo com fontes da investigação, o comparsa seria Eduardo Alves, que teve mandado de prisão expedido na operação “Nexum”, mas não foi localizado e é considerado foragido.

    A CNN apurou que o esquema de empresas de fachada seria usado para que o grupo recebesse “indevida vantagem econômica”, que passava por obtenção de crédito utilizando as empresas, até fraude fiscal.

    Segundo fontes da PC-DF, os investigados são suspeitos dos crimes de falsidade ideológica, associação criminosa, estelionato, crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.

    Na manhã de 24 de agosto, o filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Civil do DF. Os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele, sendo um em Brasília e outro em Santa Catarina.

    Outro lado

    À CNN, a defesa de Jair Renan informou que não comentaria o caso.

    Já o advogado Samuel Magalhães, que defende Maciel Carvalho, disse que seu cliente “é inocente de todas as denúncias realizadas”.

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