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    Após fim de força-tarefa, chefe da Lava Jato em SP quer reduzir acervo e equipe

    O plano de Viviane Martinez é delimitar quais casos são conexos à operação até o dia 10 de dezembro

    Caio Junqueirada CNN

     

    A procuradora natural da Lava Jato em São Paulo, Viviane Martinez, pivô da demissão coletiva da Lava Jato em São Paulo, encaminhou ofícios à Procuradoria-Geral da República na qual detalha seu plano para as investigações após o fim da força-tarefa paulista.

    O plano é delimitar quais casos são conexos à operação até o dia 10 de dezembro. O que ela avaliar que não é conexo será redistribuído. “Até 10/12/2020 a titular do 5º Ofício (Viviane Martinez) delimitará o acervo de feitos que se encontravam aos cuidados da Força-Tarefa mediante ‘remessa de casos não conexos à distribuição'”, diz um ofício assinado pela procuradora-chefe em São Paulo, Fabiana Bortz, e endereçado a Humberto Jacques, vice-procurador-geral da República e braço direito de Augusto Aras. 

    Uma das práticas atribuídas a Martinez que justificou o pedido de demissão coletiva era justamente rejeitar casos considerados pelos procuradores como conexos à Lava Jato.

    O documento também informa que Martinez pretende pedir mais “um ou dois” procuradores auxiliares para ajudá-la nessa tarefa. A força-tarefa da Lava Jato tinha 8 procuradores, número considerado insuficiente para dar conta a todo o acervo. “Oportunamente, a titular do 5º Ofício e coordenadora nata da Força Tarefa, indicará “um ou dois colegas do MPF para auxiliar na resolução dos casos”, aos quais requereu também seja concedida a desoneração integral de suas atribuições na lotação de origem”, diz o documento, encaminhado no dia 22 de setembro.

    Procurada, Martinez não quis se manifestar.

    Oficio
    A procuradora natural da Lava Jato em São Paulo, Viviane Martinez, encaminhou ofício à PGR
    Foto: Reprodução
    Oficio
     
    Foto: Reprodução