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    FirstMile: CGU abre investigação contra servidores da PF cedidos à Abin

    Agentes trabalharam na agência durante suposto uso de programa para espionar ilegalmente autoridades

    Fachada da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, em Brasília
    Fachada da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, em Brasília Reprodução/Abin

    Elijonas Maiada CNN Brasília

    A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu nesta quinta-feira (11) processos administrativos disciplinares (PAD) contra três servidores da Polícia Federal que trabalharam na Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante a gestão de Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    São eles: Marcelo Araújo Bormevet, Felipe Arlotta Freitas e Eliomar da Silva Pereira. Segundo a CGU, eles passam a ser investigados por se ausentarem do serviço por mais de 60 dias entre os anos de 2021 e 2022.

    A CNN apurou que os investigados também estão relacionados ao uso da ferramenta de espionagem FirstMile, usada na gestão Ramagem de forma indiscriminada e sem autorização judicial, segundo as investigações.

    Segundo a PF, o programa foi usado mais de 30 mil vezes, durante três anos, para monitorar a geolocalização de celulares. Entre os alvos da espionagem estão ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), políticos e jornalistas.

    Marcelo Araújo Bormevet é agente da PF desde 2005. Atualmente está suspenso de exercer suas funções públicas em virtude de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de 25 de janeiro de 2024, relacionada com a investigação sobre a “Abin paralela”.

    Felipe Arlotta Freitas é agente de Polícia Federal desde 2006. Ele esteve cedido à Abin durante a gestão de Alexandre Ramagem entre 2019 e 2022. Atualmente está suspenso de exercer suas funções públicas em virtude também da decisão de Moraes, também relacionada com a investigação sobre a “Abin paralela”.

    Já Eliomar da Silva Pereira é delegado de Polícia Federal desde 2003. E esteve cedido à Abin durante a gestão de Ramagem entre 2021 e 2022. Enquanto esteve na Abin ficou lotado no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Segurança das Comunicações (CEPESC).

    Segundo os processos abertos, as condutas dos três serão analisadas. Em última instância, pode ser demitidos. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 60 dias, prorrogáveis por igual período.

    A CNN tenta contato com as defesas dos investigados. Mas ainda não teve retorno.