Flávio diz que filme sobre o pai não tem nada de errado e sofre perseguição

Declaração ocorreu nesta terça-feira (2) em entrevista à Itatiaia

Lucas Massei, Gabriela Piva e Anna Júlia Lopes, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília
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O senador Flávio Bolsonaro (PL) disse que não há nada de errado com "Dark Horse", filme biográfico sobre o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e que há uma "perseguição" contra o longa. A declaração ocorreu nesta terça-feira (2) em entrevista à Itatiaia.

"Esse filme vai sair. Está pronto. Os brasileiros vão se emocionar. Meu pai merece ter a história contada em uma grande produção", disse Flávio. "Há uma grande perseguição [com o filme]. Eles sabem que pode ter impacto nas pessoas. Jair Bolsonaro foi desumanizado por muito tempo".

Desde maio, o senador tem sido alvo de críticas após virem a público informações de que ele negociou com Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, R$ 134 milhões para executar o filme. Áudio em que Flávio pede dinheiro a Vorcaro e o chama de "irmão" foi divulgado pela agência Intercept Brasil.

Dias depois, veio à tona que Flávio também se reuniu pessoalmente com Vorcaro. O encontro aconteceu durante a prisão domiciliar do banqueiro, que já usava tornozeleira eletrônica na ocasião. À época, o escândalo envolvendo o Master e sua rede de fraudes financeiras já era público. Segundo o senador, a conversa serviu para colocar um "ponto final" na parceria.

Desde então, Flávio registrou queda nas pesquisas eleitorais. Principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Palácio do Planalto, o pré-candidato e sua equipe tinham a estratégia de colar o escândalo do Master no governo Lula, já que foi quando o esquema foi descoberto – embora envolva tanto políticos de esquerda quanto de direita.