Flávio fala em "guerra espiritual" e mantém convocação para vigília

Encontro é um dos motivos elencados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes para determinar a prisão do ex-presidente na manhã deste sábado (22)

Lucas Schroeder, João Nakamura e Gabriela Boechat, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)  • Andressa Anholete/Agência Senado
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Ao falar sobre a prisão de Jair Bolsonaro (PL-RJ) neste sábado (22), o senador Flávio Bolsonaro (PL), primogênito do ex-presidente, afirmou que há uma "guerra espiritual" em curso no país. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, o parlamentar reforçou a convocação de uma vigília pela saúde do ex-chefe do Planalto.

Na decisão que embasou a prisão preventiva de Bolsonaro mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mencionou a vigília convocada pela primeira vez por Flávio na noite de sexta (21).

"Essa convocação da vigília não tem nada a ver com uma tentativa de fuga de Bolsonaro. Agora, ele já está preso, vai impedir a vigília por quê? Não vejo uma saída mais. Isso é uma guerra espiritual", declarou Flávio.

Na avaliação do magistrado do Supremo, houve, na realidade, uma "convocação de manifestantes disfarçada de 'vigília' pela saúde do réu Jair Messias Bolsonaro".

A prisão de Bolsonaro é uma medida preventiva. Ainda não houve execução da pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado contra o ex-chefe do Planalto.

Prisão de Bolsonaro é "absurdo completo"

Ainda durante a transmissão de hoje, Flávio classificou a prisão do pai de "absurdo completo".

"O que mais me deixou triste e indignado é o que estou lendo como suposto fundamento para que Moraes fizesse o que fez com o presidente Bolsonaro. É um absurdo completo. Total falta de nexo causal, de fundamento jurídico", disse o parlamentar.