Fundação aponta suspeita de ataque hacker a aplicativo usado nas prévias do PSDB

Contratada pelo partido, Faurgs alega que houve um congestionamento de acessos incompatível com o número de eleitores cadastrados

Da CNN

em São Paulo

Ouvir notícia

A Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs) atribuiu a um possível ataque hacker os problemas que o aplicativo desenvolvido para as prévias do PSDB apresentou no último domingo (21).

A situação criou um impasse no partido, que usa o processo eleitoral interno para definir entre três postulantes – o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; o governador de São Paulo, João Doria; e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto — o seu candidato a presidente em 2022.

“A apuração da Faurgs apontou como causa mais provável um congestionamento de acessos incompatível com o número de eleitores cadastrados. Portanto, a Faurgs considera muito plausível a ocorrência de um ataque de hackers ao aplicativo, a partir das 8h15 — uma vez que desde às 7h o sistema funcionou perfeitamente, com cerca de dois mil votos computados”, afirmou o diretor de projetos da entidade, Hugo Müller Neto, em nota divulgada nesta quarta-feira (24).

Segundo Hugo, “foi verificada uma demanda atípica de capacidade de processamento de dados entre 8h e 18h”, o que impediu o uso do aplicativo no período. Depois do problema, “ainda mil votos foram computados”.

“A Faurgs esclarece que, nas condições normais contratadas, o software desenvolvido funcionou perfeitamente. A plataforma utilizada (Azure Microsoft) tem capacidade para muito mais acessos do que o tamanho do colégio eleitoral [44.828 pessoas]. A instabilidade, portanto, se deu por condições externas ao aplicativo”, disse o diretor da fundação.

Ainda de acordo com ele, o sigilo dos cerca de três mil votos registrados no sistema está preservado, a “apuração das causas da anormalidade do sistema deve ser confirmada por iniciativa” do PSDB, e o aplicativo está apto para ser usado.

O contrato do PSDB com a Faurgs para o desenvolvimento do aplicativo chegou a R$ 1,3 milhão.

Mais Recentes da CNN