PSDB analisa quebra de contrato por parte da fornecedora do software das prévias

Aplicativo usado pelo partido custou R$ 1,3 milhão

Problema em aplicativo emperra as prévias do PSDB
Problema em aplicativo emperra as prévias do PSDB Lailson Leoncio/Estadão Conteúdo

Iuri Pittada CNN

em Brasília

Ouvir notícia

Diante das falhas e falta de conclusões sobre as falhas no aplicativo das prévias, o PSDB analisa se houve quebra de contrato por parte da Faurgs, fundação ligada à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e fornecedora do software. No domingo, o app funcionou por pouco mais de uma hora e, mesmo dois dias depois da falha, os desenvolvedores não conseguiram apresentar ao partido as causas do problema nem garantias de que não se repetiriam.

O contrato entre o PSDB e a Faurgs, custeado por recursos do Fundo Partidário, consumiu R$ 1,3 milhão. Mais de 44 mil tucanos cadastrados, entre filiados e mandatários, deveriam ter votado em um dos três pré-candidatos — os governadores Eduardo Leite (RS) e João Doria (SP) e o ex-senador e ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio –, mas nem 10% desse contingente conseguiu utilizar o aplicativo. Por isso, o partido cogita utilizar o aplicativo de uma nova empresa, que será testada pelas candidaturas até a manhã desta quarta-feira (24).

Na tarde de terça-feira (23), o PSDB afirmou em nota que foi “vítima de um problema técnico nas prévias para escolher seu candidato à presidência da República e busca meio para retomá-las”. “Ainda não foi apresentado diagnóstico do ocorrido pela Fundação de Apoio à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs), desenvolvedora do aplicativo que apresentou falhas”, diz o texto.

Durante nova reunião técnica na tarde de hoje, na sede do partido em Brasília, houve mal-estar com a falta de conclusões por parte da fundação gaúcha. No domingo, a Faurgs afirmou que estava apurando “todas as possíveis causas da instabilidade verificada no aplicativo das prévias do PSDB” e que, “assim que houver total comprovação, o detalhamento desse ocorrido será levado a público”.

Mais Recentes da CNN