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    Fundo Amazônia recebeu R$ 726 milhões em 2023 e deve receber mais R$ 3,1 bilhões, diz governo

    Doações registraram o maior valor desde 2009 após quatro anos zerado

    Fundo Amazônia foi criado em 2008 com o objetivo de financiar medidas para diminuir as emissões do desmatamento e da degradação florestal
    Fundo Amazônia foi criado em 2008 com o objetivo de financiar medidas para diminuir as emissões do desmatamento e da degradação florestal Valter Campanato/Agência Brasil

    João Rosada CNN

    Brasília

    O Fundo Amazônia recebeu R$ 726 milhões em doações em 2023, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Ainda de acordo com o governo, a expectativa é que mais R$ 3,1 bilhões em negociação sejam recebidos pelo fundo. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1º).

    “Em torno de R$ 726 milhões foram contratados ao longo de 2023 e mais R$ 3,1 bilhões foram anunciados por potenciais doadores, muito disso em fase avançada de negociação”, afirmou a diretora socioambiental do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello.

    O Fundo Amazônia foi criado em 2008 com o objetivo de financiar medidas para diminuir as emissões do desmatamento e da degradação florestal. O fundo é administrado pelo BNDES, também responsável pela captação de recursos, de contratar e monitorar os projetos financiados.

    De acordo com o MMA, no ano passado, o Fundo Amazônia registrou as maiores quantias em doações desde 2009. O valor de R$ 726 milhões é o segundo maior recebido desde a criação do fundo, ficando somente atrás do R$ 1,9 bilhão recebido quando o fundo foi lançado.

    A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou a diversidade de países que doaram para o fundo.

    “Foi um ano curto porque precisamos recompor a equipe, construir toda uma estratégia. Conseguimos, num ano curto, com extrema dificuldade de recompor toda uma capacidade de execução, indicadores acima da história do que o banco vinha executando”, disse a diretora.

    Doações recebidas

    Segundo o MMA, o as doações foram paralisadas durante os quatro anos do governo Jair Bolsonaro. Nenhum recurso foi doado entre 2019 e 2022, segundo dados do atual governo federal.

    A retomada foi realizada por países parceiros, sendo o Reino Unido o principal doador. Ao longo de 2023 doaram:

    • Reino Unido: R$ 497 milhões
    • Alemanha: R$ 186 milhões
    • Suíça: R$ 28 milhões
    • Estados Unidos: R$ 15 milhões

    Os R$ 3,1 bilhões em negociação, ainda segundo o ministério, viriam das seguintes fontes:

    • Estados Unidos: R$ 2,4 bilhões
    • Noruega: R$ 245 milhões
    • Reino Unido: R$ 218 milhões
    • União Europeia: R$ 107 milhões
    • Dinamarca: R$ 107 milhões