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    Fux fará discurso rebatendo ataques de Bolsonaro considerados inaceitáveis

    Pronunciamento será feito no início da sessão desta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal

    O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
    O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Daniel AdjutoTeo Curyda CNN em São Paulo e em Brasília

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, vai responder aos ataques feitos pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a ministros e ao tribunal e que foram considerados “inaceitáveis” pelos integrantes da Corte. O pronunciamento será feito no início da sessão desta quarta-feira (8).

    Os ministros se reuniram por videoconferência por cerca de uma hora na noite desta terça-feira, depois de o presidente ter discursado em Brasília (DF) e em São Paulo (SP).

    Após a conversa, ficou decidido que, em seu pronunciamento em nome do tribunal, Fux responderia a trechos dos discursos de Bolsonaro que foram considerados inaceitáveis pelos integrantes do STF.

    Entre eles, os novos ataques aos ministros e à Corte, o aviso feito pelo presidente de que ele vai descumprir determinações judiciais e a cobrança para que Fux “enquadrasse” Alexandre de Moraes, relator de inquéritos que miram o presidente e seus aliados.

    A avaliação interna é a de que as respostas seguem nas vias judiciais, ou seja, nos autos dos processos, e de que Bolsonaro já é investigado em quatro inquéritos no STF. Para alguns ministros, o presidente produz mais provas contra ele quando faz discursos como os desta terça-feira, ao atacar o STF e colocar em risco a democracia.

    Bolsonaro é alvo do inquérito que apura se ele interferiu na Polícia Federal, da investigação que apura se prevaricou com relação às supostas irregularidades na compra da Covaxin, do procedimento que investiga a disseminação de notícias falsas sobre urnas e processo eleitoral e do inquérito que investiga o presidente pelo vazamento de dados de uma apuração sigilosa da PF.

    O pronunciamento desta quarta-feira será mais um da série de respostas e discursos de repúdio à fala de Bolsonaro feitos pelo presidente do STF após o aumento da tensão entre o Executivo e o Judiciário.

    No dia 12 de julho, Fux solicitou uma reunião com Bolsonaro no STF e pediu para que o presidente parasse com os ataques aos ministros do tribunal que integravam o TSE.

    Na reabertura dos trabalhos do Judiciário, no dia 2 de agosto, Fux disse que a independência entre os Poderes da República não implica impunidade.

    Três dias depois, no dia 5 de agosto, cancelou uma reunião dos Poderes e disse que o presidente tinha reiterado ofensas e ataques de inverdades a ministros do tribunal.

    No mais recente aviso, na última sessão antes do feriado, no dia 1º de setembro, Fux disse que liberdade de expressão não comporta violência e ameaça e que o STF estaria vigilante aos atos realizados em todo o país no dia 7 de setembro.