Genial/Quaest: para 49%, governo não deve explorar Margem Equatorial

Segundo levantamento, 42% concordam com exploração na região; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Gabriela Piva, da CNN Brasil, São Paulo
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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira (11) mostra que 49% das pessoas acreditam que o governo não deve explorar petróleo na região da foz do Rio Amazonas, conhecida como Margem Equatorial.

Por outro lado, 42% dos entrevistados acham que sim, o Brasil deve explorar a região. Outros 9% não souberam ou não responderam.

O instituto ouviu 2.004 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 6 e 9 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em relação ao levantamento anterior, de outubro, o índice dos que discordam da exploração caiu 21% (era 70%). Já o dos que são favoráveis cresceu 16% (era 26%).

Entenda polêmica envolvendo a Margem Equatorial

A pesquisa vem em meio à polêmica da concessão de licença ambiental à Petrobras para perfurar um poço exploratório em águas profundas do Amapá, na MEB (Margem Equatorial Brasileira). A autorização encerrou uma disputa que se arrastava há quase cinco anos entre a estatal e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

O embate expôs a tensão entre a política de expansão da exploração de petróleo e os compromissos ambientais assumidos pelo governo.

A Margem Equatorial é uma faixa marítima que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, com características geológicas semelhantes às áreas produtoras da Guiana e do Suriname, onde foram descobertas grandes reservas de petróleo.

Estimativas da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) apontam um potencial de até 30 bilhões de barris de óleo equivalente. Para a Petrobras, trata-se de uma nova fronteira estratégica para repor reservas e sustentar a produção nas próximas décadas.

(Com informações de Cristiane Noberto, da CNN Brasil)