Geraldo Alckmin avisa aliados que pode abandonar a vida pública

Em conversas com aliados, vice-presidente demonstra chateação com pressões para abrir espaço na chapa de Lula em 2026 e afirma preferir voltar a Pindamonhangaba; apuração é de Larissa Rodrigues no CNN 360°

Da CNN Brasil
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem demonstrado insatisfação com as crescentes pressões para que ele abra espaço na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Segundo apuração de Larissa Rodrigues, no CNN 360°, o vice-presidente tem sido enfático em conversas com aliados: se não for para continuar no cargo atual, prefere abandonar a vida pública.

Em diálogos recentes, Alckmin teria manifestado o desejo de "voltar para Pindamonhangaba" e "deixar a vida pública" caso não permaneça como vice-presidente, descartando possíveis candidaturas ao Senado ou ao governo de São Paulo, mesmo aparecendo em algumas pesquisas eleitorais para esses cargos.

Pressão crescente dentro da base aliada

Fontes próximas ao vice-presidente relatam que ele estaria se sentindo "escanteado" dentro da articulação política para 2026. Embora o PT oficialmente mantenha o discurso de que Alckmin pode escolher o cargo que quiser, nos bastidores existe uma movimentação para abrir espaço na chapa presidencial para outros partidos de centro, visando ampliar a base de apoio de Lula para o próximo pleito.

A insatisfação de Alckmin ficou evidente durante uma viagem a Goiânia, realizada após uma reunião entre o presidente do PSB, João Campos, e o presidente Lula em Brasília. Durante o trajeto de carro entre as duas cidades, Campos teria atualizado o vice-presidente sobre a conversa com Lula, momento em que Alckmin novamente expressou sua chateação com as pressões políticas.

O episódio ocorreu quando ambos foram a Goiânia para a filiação da vereadora Aava Santiago ao PSB. A parlamentar, que deixou o PSDB para se juntar ao partido de Alckmin, é vista como parte de uma nova geração política e representa uma tentativa dos partidos de esquerda de dialogar com o eleitorado evangélico, já que ela pertence a esse segmento religioso.

Apesar das especulações sobre seu futuro político, Alckmin tem mantido uma postura pública discreta sobre o tema, enquanto nos bastidores deixa claro que sua preferência é continuar como vice-presidente de Lula ou retornar à vida privada em sua cidade natal.

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