Gisele Soares: DEM e PSL tentam terceira via sem projeto para o povo brasileiro

No quadro Liberdade de Opinião, a advogada repercutiu a fusão das siglas partidárias, que antecipa mudanças previstas na reforma eleitoral

Da CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta segunda-feira (27), a advogada Gisele Soares repercutiu a fusão dos partidos DEM e PSL, que está em seus ajustes finais, e deve formar a maior bancada da Câmara dos Deputados. O Democratas já disse “sim” à união, quando o PSL deve dar o aval amanhã, em uma reunião marcada para discutir os detalhes do acordo.

Caso seja confirmado, o novo partido terá acesso a um fundo partidário de R$ 160 milhões. As siglas estão se antecipando às mudanças previstas na reforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional, que devem diminuir significativamente o número de partidos no país.

“O objetivo desse casamento é um projeto de poder pelo poder”, avaliou Gisele. “Nenhum desses partidos fez alguma manifestação ou comunicação ao povo do seu projeto de país. Temos mais de 30 partidos hoje no Brasil. Não é crível que haja mais de 30 ideologias diferentes, é preciso sim que haja uma redução consistente para que o povo brasileiro saiba se identificar com as determinadas ideologias e propostas”, completou.

“Essa terceira via, que é o objetivo final desse casamento muito estranho, tenta acomodar tantos caciques numa mesma situação. Isso certamente trará uma série de candidatos arranhados, principalmente nos estados, e também um único nome para as próximas eleições presidencial.”

“É preciso que esses partidos mostrem ao povo qual é a sua proposta. Enquanto o governo federal fala em ‘Brasil acima de tudo’ e mostra que está preocupado com a população, os outros partidos tentam se organizar nessa terceira via por projeto simplesmente de poder, e não pelo país”, afirmou a advogada.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Thiago Anastácio e Gisele Soares. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

Gisele Soares no quadro Liberdade de Opinião / CNN Brasil (27.set.2021)

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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