Gleisi diz que "era do golpe" acabou e que julgamento põe fim à impunidade
STF dá início nesta terça-feira ao julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), comentou, na manhã desta terça-feira (2), o início do julgamento que corre no STF (Supremo Tribunal Federal) e envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus no inquérito que apura a existência de um plano de golpe de Estado no país.
De acordo com ela, o dia de hoje "marca o fim de um ciclo histórico, em que permaneciam impunes os que atentava contra o estado de direito e os governos eleitos pelo povo em nosso país". "O Brasil tem hoje um encontro marcado com a democracia", escreveu.
Ela diz que "todos os ritos do devido processo legal, a presunção de inocência e o direito de defesa foram rigorosamente observados, o que jamais teria acontecido sob as ditaduras do passado ou naquela que os réus, civis e militares, tentaram nos impor".
" Agora, a Justiça terá a palavra final. Que seja para afirmar ao Brasil e ao mundo que a era dos golpes e do arbítrio acabou. Democracia Sempre!", concluiu
O Brasil tem hoje um encontro marcado com a democracia. O julgamento da ação penal do golpe pelo Supremo Tribunal Federal marca o fim de um ciclo histórico, em que permaneciam impunes os que atentavam contra o estado de direito e os governos eleitos pelo povo em nosso país. Todos…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) September 2, 2025
O julgamento
A Primeira Turma do Supremo dará início nesta terça-feira ao julgamento, que pode tem sessões extraordinárias reservadas nos dias 3,9,10 e 12 de setembro também.
Fazem parte do "núcleo 1", além do ex-presidente Jair Bolsonaro, outras sete pessoas:
- Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência);
- Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;
- Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;
- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
- Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e
- Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.
Por quais crimes os réus estão sendo acusados?
Bolsonaro e os outros réus respondem na Suprema Corte a cinco crimes. São eles:
- Organização criminosa armada;
- Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- Golpe de Estado;
- Dano qualificado pela violência e ameaça grave;
- Deterioração de patrimônio tombado.
A exceção fica por conta de Ramagem. No início de maio, a Câmara dos Deputados aprovou um pedido de suspensão a ação penal contra o parlamentar. Com isso, ele responde somente aos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Cronograma do julgamento
Foram reservadas pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma, cinco datas para o julgamento do núcleo crucial do plano de golpe. Veja:
- 2 de setembro, terça-feira: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)
- 3 de setembro, quarta-feira: 9h às 12h (Extraordinária)
- 9 de setembro, terça-feira: 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Ordinária)
- 10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12h (Extraordinária)
- 12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h (Extraordinária) e 14h às 19h (Extraordinária)


