Gleisi diz que pautar anistia “não é a agenda que interessa à população”
Segundo a ministra, isenção de tarifas de energia e do acesso ao gás de cozinha deveriam ser prioridade no Congresso
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse, nesta quarta-feira (17), que discutir a anistia não é a agenda que interessa ao Brasil e à população.
A urgência para o projeto de lei está sendo votada nesta noite.
“Discutir anistia para quem tentou golpe de estado, antes mesmo do trânsito em julgado de sua condenação pelo STF, não é a agenda que interessa ao Brasil e à população. Longe de abrir caminho para qualquer pacificação, seria uma afronta ao Judiciário e à consciência democrática do país", disse Gleisi no X (antigo Twitter).
"O Congresso Nacional tem plena competência para debater e eventualmente reformar a legislação penal que estabeleceu, num ambiente de serenidade, sem pressões de qualquer natureza. De forma açodada não haverá resultado positivo e neste momento, as pautas urgentes para o país são os projetos direcionados à justiça tributária e a beneficiar milhões de famílias com a isenção de tarifas de energia e do acesso ao gás de cozinha, entre outros”, prosseguiu.
Discutir anistia para quem tentou golpe de estado, antes mesmo do trânsito em julgado de sua condenação pelo STF, não é a agenda que interessa ao Brasil e à população. Longe de abrir caminho para qualquer pacificação, seria uma afronta ao Judiciário e à consciência democrática do…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) September 17, 2025
Dentre as medidas do projeto, estão penas menores para crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito, uma reconfiguração desses dois crimes de modo a um ser absorvido pelo outro e a diferenciação entre quem foi executor de quem liderou ou financiou os atos.
*Sob supervisão de Leandro Bisa


