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    Gonet deve tocar denúncias contra Bolsonaro da delação de Cid, dizem fontes

    Atual chefia da PGR tem criticado publicamente a delação do ex-ajudante de ordens, dizendo não haver provas que embasem os crimes apontados por ele

    O subprocurador-geral da República Paulo Gonet durante sessão plenária do STF
    O subprocurador-geral da República Paulo Gonet durante sessão plenária do STF Carlos Moura/SCO/STF - 16.fev.2023

    Raquel Landimda CNN

    em São Paulo

    Indicado para a Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Gonet deve tocar as denúncias contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que aparecem na delação de Mauro Cid, dizem fontes próximas ao subprocurador.

    A atual chefia da PGR tem criticado publicamente a delação do ex-ajudante de ordens, dizendo que não há provas que embasem os crimes apontados por ele, principalmente a denúncia de que Bolsonaro seria o mentor do 8/1.

    Fontes próximas a Gonet classificam essa manifestação como corporativismo do Ministério Publico, que é contra que a Polícia Federal (PF) feche delações.

    A tendência do novo PGR, dizem essas pessoas, é analisar a delação sem esse viés.

    A PF está reunindo provas que comprovem a delação de Cid e já avançou bastante na venda de joias e na falsificação das carteiras de vacinação, dizem os investigadores.

    O maior desafio continua sendo a acusação de golpe de Estado. Todos os crimes correm no mesmo inquérito.

    O ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso e também um dos padrinhos da indicação de Gonet.

    Fontes no Ministério Público já começam a questionar se haverá o devido distanciamento entre o Ministério Público e a Justiça nesse caso — como acontecia na época da Lava Jato.