Governo assume serviços que eram feitos por ONG na fronteira com Venezuela

Anúncio foi feito nesta quarta-feira (14) pelo ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, em Boa Vista (RR)

Leonardo Ribbeiro, da CNN Brasil, Brasília
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O governo federal informou, nesta quarta-feira (14), que assumiu a distribuição de alimentos, além da oferta de água e higiene a migrantes e refugiados em Roraima.

Antes, esses serviços eram feitos pela organização filantrópica Cáritas, mas foram suspensos após o encerramento de contratos com dois financiadores internacionais.

“Aquilo que antes era bancado financeiramente pela ONU [Organização das Nações Unidas] agora vai ser bancado pelo governo federal. A Cáritas fez uma proposta para trabalhar com o governo, que está sendo analisada. Mas a gente já passou a fornecer alimento e saneamento básico”, disse o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, durante visita ao Posto de Triagem da Operação Acolhida, em Boa Vista.

A Cáritas anunciou, em 6 de janeiro, a interrupção temporária de suas atividades. A entidade operava três pontos de atendimento — dois localizados em Boa Vista e um em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela —, todos agora fechados.

A paralisação acontece em meio ao agravamento da crise venezuelana, intensificada após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a captura do ditador Nicolás Maduro durante uma ofensiva militar americana.

O projeto voltado ao fornecimento de água, saneamento e higiene é considerado fundamental no contexto da assistência humanitária, pois ajuda a prevenir doenças e assegura condições mínimas de dignidade aos migrantes e refugiados que chegam ao país.