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    Governo aumenta leque de possibilidades na reforma ministerial e preocupa aliados

    Cenário precipitou uma movimentação sem precedentes dentro do governo para que ministros se segurem no cargo

    O ministro Márcio França tem recebido o apoio de Alckmin para seguir à frente da pasta de Portos e Aeroportos
    O ministro Márcio França tem recebido o apoio de Alckmin para seguir à frente da pasta de Portos e Aeroportos Arquivo/Sergio Dutti

    Renata AgostiniDaniel Rittnerda CNN

    Brasília

    O Palácio do Planalto decidiu ampliar o número de espaços na Esplanada que podem ser alvo de baixas para acomodar os novos aliados do Centrão.

    O movimento preocupa aliados e precipitou uma movimentação sem precedentes dentro do governo para que ministros se segurem no cargo.

    Além do Ministério do Esporte, passou a ser uma possibilidade para abrigar o Republicanos, segundo fontes que acompanham as conversas, os ministérios de:

    • Ciência e Tecnologia,
    • o de Portos e Aeroportos,
    • e o da Indústria, Desenvolvimento, Comércio e Serviços.

    O ataque especulativo fez com que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) se movimentasse para demonstrar apoio à permanência de Luciana Santos (PCdoB) na pasta de Ciência e Tecnologia.

    Já o ministro Márcio França (PSB) conta nos bastidores com um poderoso aliado para não ter de ser trocado de Portos e Aeroportos. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que é seu correligionário, tem atuado para mantê-lo no ministério.

    Ana Moser vinha recebendo o apoio da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, para não ser sacada do posto.

    Ao explorar diversos caminhos para trazer ao governo PP e Republicanos, o governo mostra que tem tido dificuldade para conciliar os diversos interesses em jogo.

    A chegada das duas siglas é vista como inevitável por integrantes do governo e a demora em definir o desenho da reforma ministerial tem, inclusive, deixado parte do Centrão descontente.

    Há avaliação de que, caso o Planalto siga evitando bater o martelo sobre as mudanças, é possível que haja repercussão no andamento da pauta na retomada dos trabalhos legislativos.

    A Câmara tem de votar ainda o Marco Fiscal, projeto considerado prioritário para a Fazenda e que, nos planos do Planalto, já estaria resolvido a esta altura.