Governo avalia recompor orçamento de Farmácia Popular para 2023

Redução orçamentária tem causado repercussão negativa na imagem do presidente, que disputa a reeleição

Gustavo Uribe e Basília Rodrigues, da CNN, Brasília
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O governo federal avalia restituir os recursos destinados ao programa Farmácia Popular que foram reduzidos no projeto orçamentário de 2023.

Segundo revelou o jornal "O Estado de S. Paulo", o programa sofreu uma redução orçamentária de cerca de 59% na expectativa de recursos para o próximo ano, o que poderia afetar o acesso a medicamentos.

A discussão sobre o assunto, segundo apurou a CNN, ocorre no âmbito da articulação política, que avalia que a redução orçamentária tem prejudicado a imagem do presidente Jair Bolsonaro, que disputa a reeleição.

No governo federal, há tanto auxiliares presidenciais que defendem que o próprio Congresso Nacional restitua os recursos no âmbito da votação do projeto como que o governo federal envie uma mensagem solicitando a alteração.

Um pedido de alteração por meio de uma mensagem do Poder Executivo ainda não chegou à secretaria do Tesouro, que é a responsável pelo projeto orçamentário.

Neste caso, a equipe econômica teria de encontrar uma forma de recompor os valores por meio da retirada de recursos de outras rubricas orçamentárias, respeitando o teto de gastos.

Em evento, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, negou que o programa terá corte e apelou para a sensibilidade do Congresso Nacional neste momento.

De acordo com o ministro, a diferença no orçamento do Farmácia Popular para o próximo ano é resultado do aumento no repasse de recursos para as emendas de relator, a chamada RP9.

"Parte do orçamento do Ministério da Saúde foi bloqueado para essa chamada reserva de programação número 9. O Congresso Nacional, dentro da proposta de orçamento do ano de 2023, vai discutir esse assunto. O Congresso Nacional é lugar democrático. Temos parlamentares aqui que vão trabalhar para que nenhuma medida pública seja interrompida", disse.

Na semana passada, após a revelação da informação pelo jornal "O Estado de S. Paulo", o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin gravou vídeo criticando a redução orçamentária.

Procurados pela CNN, o Palácio do Planalto e o Ministério da Economia ainda não responderam à reportagem.