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    Governo brasileiro pede “máxima contenção” para evitar “escalada” do conflito entre Irã e Israel

    Iranianos lançaram mais de 200 drones e mísseis contra o território israelense; Itamaraty diz acompanhar crise "com grave preocupação"

    Brasil conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada
    Brasil conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada Mario De Biasi/Mondadori via Getty Images

    Mayara da PazJussara Soaresda CNN

    Brasília

    O Ministério das Relações Exteriores pediu, neste sábado (13), “máxima contenção” para evitar uma “escalada” do conflito entre o Irã e Israel.

    Mais cedo, Irã atacou o território israelense com mais de 200 drones e mísseis.

    “O Brasil apela a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção e conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada”, disse o Itamaraty em nota.

    No documento, o governo brasileiro ainda disse acompanhar o conflito com “grave preocupação”.

    Ainda foi recomendado pelo Itamaraty que “não sejam realizadas viagens não essenciais à região” do conflito, e que brasileiros que estejam no Irã e em Israel “sigam as orientações divulgadas nos sítios eletrônicos e mídias sociais das embaixadas brasileiras”.

    O conflito

    Os ataques do Irã demoraram horas para alcançar o território israelense. Por volta das 20h deste sábado, horário de Brasília (2h da madrugada de domingo no horário de Israel), foram ouvidas diversas explosões em Jerusalém, além de sirenes em todo o país.

    Para evitar estragos, a força militar israelense usou um escudo, conhecido como “Domo de Ferro”, que consiste em mísseis interceptadores que se chocam no ar com a ameaça inimiga, impedindo que o ataque aconteça.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país está preparado para dar uma resposta militar ao Irã.

    Os ataques deste sábado são uma retaliação iraniana pelo bombardeio contra o consulado do Irã em Damasco, na Síria, no dia 1º de abril, num ataque atribuído a Israel, que não assumiu a autoria.

    Governo monitora situação

    À CNN, o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, disse que a situação é “preocupante”. Ele foi consultado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o conflito.

    Os ataques deste sábado também foram tema de conversa entre Lula e o ministro das Relações Exteriores, o chanceler Mauro Vieira.

    A relação do Brasil com Israel está estremecida desde fevereiro, quando o presidente Lula comparou a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza – em curso desde outubro do ano passado – com as mortes de judeus promovidas pelo regime nazista de Adolf Hitler.

    Em consequência dessa declaração, o presidente brasileiro foi declarado persona non-grata pelo governo israelense.

    Leia a íntegra da nota

    “O Governo brasileiro acompanha, com grave preocupação, relatos de envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel, deixando em alerta países vizinhos como Jordânia e Síria.

    Desde o início do conflito em curso na Faixa de Gaza, o Governo brasileiro vem alertando sobre o potencial destrutivo do alastramento das hostilidades à Cisjordânia e para outros países, como Líbano, Síria, Iêmen e, agora, o Irã.

    O Brasil apela a todas as partes envolvidas que exerçam máxima contenção e conclama a comunidade internacional a mobilizar esforços no sentido de evitar uma escalada.

    O Governo brasileiro recomenda que não sejam realizadas viagens não essenciais à região e que os nacionais que já estejam naqueles países sigam as orientações divulgadas nos sítios eletrônicos e mídias sociais das embaixadas brasileiras.

    O Itamaraty vem monitorando a situação dos brasileiros na região, em particular em Israel, Palestina e Líbano desde outubro passado.”