Governo e Febraban apresentam plano contra fraudes bancárias digitais

Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais reúne 23 entidades do poder público e privado para a prevenção de crimes cibernéticos

Duda Cambraia, da CNN Brasil, Brasília
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O Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) apresentaram, nesta quarta-feira (3), o plano da Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais, iniciativa que une 23 instituições públicas e privadas para enfrentar o avanço dos crimes cibernéticos no país.

Durante o evento, a assessora especial do Ministério da Justiça, Betina Gunther, destacou que o documento representa o “compromisso do governo, com o apoio da iniciativa privada, para combater crimes digitais”.

Betina anunciou ainda as primeiras entregas do programa, entre elas o site oficial da Aliança, que já está no ar e reúne orientações e material informativo.

Outra página lançada é a “Sofri um golpe, e agora?”, criada para orientar vítimas de golpes e centralizar informações sobre procedimentos após fraudes.

A assessora também ressaltou que a iniciativa inclui a disponibilização inédita de dados públicos sobre fraudes e a integração de projetos já existentes em outros órgãos, como o BC Protege Mais, do Banco Central, e a Origem Verificada, da Anatel.

O presidente da Febraban, Isaac Sidney, enfatizou o esforço conjunto da aliança. “Foram 230 horas de trabalho, envolvendo 357 representantes de 23 entidades, 13 do setor privado e dez do poder público”, disse.

Ele lembrou que mudanças regulatórias ocorridas em 2020, que permitia que instituições financeiras começassem a operar antes de receber autorização definitiva do Banco Central, fragilizaram o sistema financeiro.

“Em boa hora, o Banco Central fez a reversão dessa decisão. O BC acertou definitivamente a mão. Um passo muito necessário. O Estado reassumiu o protagonismo absoluto da governança e integridade do sistema financeiro”, declarou.

Para ele, “só há um caminho para que isso não aconteça de novo: o Estado precisa ser o guardião da integridade do sistema financeiro”.