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    Governo estima prejuízo de R$ 1 bi na rede elétrica com chuvas no RS, diz Silveira

    Afirmação do ministro ocorreu durante embarque de profissionais que vão ajudar no reestabelecimento dos serviços energéticos no estado

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Leonardo Ribbeiroda CNN

    Brasília

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta quarta-feira (22) que o governo estima que o prejuízo pelos danos nas redes de baixa, média e alta tensão no Rio Grande do Sul passe de R$ 1 bilhão após as enchentes que atingiram o estado.

    “Com certeza, tivemos mais de R$ 1 bilhão de danos em um primeiro momento já avaliados na rede elétrica. Aí, eu estou incluindo média, baixa e alta tensão porque foram mais de 40 ativos de alta tensão também avariados”, explicou Silveira.

    A declaração foi dada durante o embarque em Brasília de profissionais especializados em redes subterrâneas para ajudar no restabelecimento da energia elétrica no Rio Grande do Sul.

    O grupo se junta a outros 1,1 mil agentes de outras unidades da federação que estão mobilizados no estado para restabelecer o serviço de energia.

    Além dos profissionais, as empresas concessionárias também cederam equipamentos que vão ser usados para verificação das avarias e substituição de itens.

    Em todo o Rio Grande do Sul, segundo o Ministério de Minas e Energia, mais de dois milhões de pessoas ficaram sem energia por conta das enchentes.

    Eram mais de 570 mil unidades consumidoras sem o serviço, sendo que 300 mil já foram restabelecidas.

    Decreto regulará contratos de concessão, diz Silveira

    Na mesma entrevista, o ministro também informou que o governo está finalizando o decreto que vai regular os contratos de concessão das distribuidoras do setor energético. O objetivo é modernizar esses contratos.

    “É inadmissível que, por exemplo, alguém que tenha o serviço descontinuado tenha que esperar duas, três horas num call center. Ninguém tem tempo para esperar tanto só para ser atendido”, disse ele.

    Segundo Silveira, nestes casos, a penalidade será severa. O mesmo deve ocorrer quando a demora estiver relacionada ao atendimento a prédios públicos administrados pelos municípios. “Eles [os prefeitos] terão um canal direto com as distribuidoras.”

    Outro ponto diz respeito à saúde financeira das empresas. A ideia, de acordo com o ministro, é exigir comprovação anual que possa garantir a operação das distribuidoras. Para isso, será adotado um índice que levará em consideração lucro versus dívida.

    “Nós vamos ter mecanismos que, inclusive, a gente faça com que a distribuidora, em caso de não ter equilíbrio econômico-financeiro, possa ter, dentro do limite mínimo legal, sua distribuição de dividendos limitada”, completou.