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    Governo escala Haddad para tentar barrar PEC que eleva bônus para membros do Judiciário

    Ministro da Fazenda deverá conversar com Rodrigo Pacheco para frear proposta no plenário do Senado

    Isabel Megada CNN

    Brasília

    Quando voltar de uma agenda do G-20 nos Estados Unidos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já tem uma missão pela frente: articular para frear o avanço de uma Proposta de Emenda à Constituição que eleva o bônus para membros do Judiciário e do Ministério Público a cada cinco anos, a chamada PEC do Quinquênio.

    A proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta semana e vai passar por debate no plenário. Depois de cinco sessões, o texto já pode ser votado.

    A ideia era que o texto tramitasse em conjunto com um Projeto de Lei que freia os supersalários de agentes públicos.

    A PEC, no entanto, avançou antes. Há uma possibilidade defendida por governistas de que se a PEC avançar a ponto de caminhar para a promulgação, isso só ocorra depois da aprovação desse outro texto.

    O governo está preocupado com o impacto nas contas públicas. Há cálculos diferentes e que dependem de quantas carreiras podem ser beneficiadas, mas o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), chegou a falar em R$ 42 bilhões ao ano.

    Os senadores da base esperam sensibilizar o Congresso Nacional com o argumento de que a fatura vai de encontro a um esforço fiscal que o governo tenta fazer no momento em várias áreas. Outra preocupação é com os movimentos grevistas de várias categorias do serviço público, em busca de melhorias principalmente salariais.

    “Não me parece muito adequado o congresso sinalizar uma matéria para o topo da carreira do funcionalismo público enquanto não tem uma proposta para todos os servidores. Estamos em um momento sensível das contas públicas”, afirmou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).