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    Moraes sinaliza preocupação com bancada conservadora em 2026

    Receio do aumento do número de senadores de direita foi manifestado a parlamentares da base aliada

    Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
    Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Moura/SCO/STF

    Tainá FalcãoGustavo Uribeda CNN

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sinalizou a deputados federais da base aliada do governo que receia um avanço conservador no Senado Federal em 2026.

    A preocupação de Moraes, segundo relatos feitos à CNN, seria com a estratégia do PL, de Jair Bolsonaro, de priorizar a campanha para a Casa Legislativa, em esforço para se tornar a maior bancada.

    O objetivo final, não escondem dirigentes do partido, é fazer o presidente do Senado Federal em 2027.

    O risco de o movimento se consolidar está no radar também do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), favorito para a sucessão de Rodrigo Pacheco em 2025.

    O parlamentar manifestou o receio ao Palácio do Planalto, já que cabe ao Senado Federal a abertura de processos de impeachment contra ministros da Suprema Corte.

    O PL tem trabalhado para lançar seus principais cabos eleitorais ao Senado: Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro.

    A expectativa é de que também disputem uma vaga de senador os governadores Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ratinho Júnior (Paraná), alinhados à direita.

    Além de deputados federais como Arthur Lira (PP-AL), Marcel van Hattem (Novo-RS), Bia Kicis (PL-DF) e Carla Zambelli (PL-SP).
    Com o receio de uma onda de direita, que possa levar um conservador para o comando do Senado, Lula começa a planejar uma contraofensiva.

    O petista avalia a necessidade de evitar uma onda de direita, já que haverá renovação de dois terços da Casa Legislativa.
    E o esforço pode afetar até mesmo a chapa à reeleição do petista.

    Isso porque, na tentativa de evitar que a direita eleja dois senadores em São Paulo, o presidente tem considerado uma candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB.

    Nesse cenário, o petista considera retomar a dobradinha PT e MDB, com a ministra Simone Tebet (Planejamento) ou governador Helder Barbalho (Pará) como candidato a vice-presidente.

    No Rio de Janeiro, o ex-secretário executivo do Ministério da Justiça Ricardo Cappelli, também do PSB, surgiu como uma alternativa para tentar garantir uma das vagas.

    Assim como o ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) em Minas Gerais, já que o presidente trabalha pelo apoio ao senador Rodrigo Pacheco como candidato ao governo mineiro.

    Fora da agenda

    Moraes esteve no Senado nesta quarta-feira (18) para participar de cerimônia sobre o anteprojeto do novo Código Civil.

    Ele aproveitou a ocasião para se reunir com os presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

    A visita do ministro foi interpretada como um recado ao Poder Legislativo, ou seja, uma demonstração de disposição de diálogo.

    O Senado Federal, no entanto, avança em pautas que miram limitar os poderes da Alta Corte.

    Na Câmara, o assunto tem sido tratado com maior cautela pelo presidente Arthur Lira (PP-AL).

    Instado pelo governo federal, Lira decidiu pela criação de um grupo de trabalho para discutir prerrogativas parlamentares.