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    Governo Lula remove general do Exército do cargo de embaixador do Brasil em Israel

    Indicado a Tel Aviv pelo governo Bolsonaro, Gerson Menandro Garcia de Freitas é general do Exército e não diplomata de carreira

    Gerson Menandro Garcia de Freitas, ex-embaixador do Brasil em Israel
    Gerson Menandro Garcia de Freitas, ex-embaixador do Brasil em Israel Edilson Rodrigues / Agência Senado

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    O Itamaraty oficializou na edição de segunda-feira (9) do Diário Oficial da União (DOU) a remoção de Gerson Menandro Garcia de Freitas do cargo de embaixador do Brasil em Israel. General do Exército brasileiro, Gerson não é diplomata de carreira.

    Ele havia sido indicado à posição em Tel Aviv pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

    A portaria da remoção é assinada pelo atual ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O militar havia sido nomeado para o cargo em setembro de 2020, com indicação do então chanceler, Ernesto Araújo.

    Graduado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), o general era gerente de Relações Institucionais e Governamentais da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) antes de ser nomeado embaixador.

    O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia oficializado também na segunda-feira a remoção de Nestor Forster da Embaixada do Brasil em Washington.

    A embaixada de Israel e as relações no Oriente Médio

    Durante o mandato de Bolsonaro, o Executivo federal se deslocou da posição de equilíbrio que adotava sobre as relações entre Palestina e Israel. Mais próximo do governo israelense, o ex-presidente cogitou no início da gestão mover a embaixada brasileira, de Tel Aviv para Jerusalém — local sagrado tanto para judeus quanto para mulçumanos.

    Contudo, nos primeiros dias de sua gestão, o governo Lula sinalizou o retorno à posição de neutralidade. O Itamaraty emitiu uma nota em que criticou a visita do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.

    A nota defendia acordos internacionais que tratam da administração dos lugares sagrados muçulmanos em Jerusalém e o status quo da localidade. A pasta comandada pelo ministro Mauro Vieira ainda reiterava a posição do Brasil em favor do equilíbrio nas relações entre os países.