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    Governo quer usar Fundo Amazônia para viabilizar rodovia BR-319, entre Porto Velho e Manaus

    Ministro dos Transportes, Renan Filho diz que estrada terá "modelo inovador de gestão rodoviária"

    Renan Filho, ministro dos Transportes, quer usar dinheiro de fundo para fazer rodovia
    Renan Filho, ministro dos Transportes, quer usar dinheiro de fundo para fazer rodovia José Cruz/Agência Brasil

    Karine Gonzagada CNN

    Brasília

    O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou em coletiva nesta quarta-feira (16), que o governo considera a possibilidade de usar o Fundo Amazônia para dar viabilidade ambiental à obra da rodovia BR-319.

    A estrada atravessa a floresta amazônica, liga a cidade de Porto Velho (RO) a Manaus (AM). Foi inaugurada em 1976 e, por falta de manutenção, foi fechada doze anos depois.

    A rodovia possui 656 quilômetros e apenas 34% estão pavimentados. A importância da obra é conectar Manaus à malha rodoviária, mas enfrenta polêmicas antigas relacionadas às questões ambientais, pois atravessa o Parque Nacional e uma reserva extrativista.

    O Ministério Público Federal já questionou, no passado, a falta de estudos ambientais que viabilizem a obra. “Nós, do Ministério dos Transportes, não achamos que há uma incongruência insanável entre a construção da rodoviária conexão com Manaus e a sustentabilidade ambiental”, afirmou Filho.

    O ministro anunciou que será criado um grupo de trabalho que vai avaliar a sustentabilidade da obra da BR-319 e o uso de tecnologias de baixo impacto. “Vamos apresentar um modelo inovador que é fazer uma concessão daquela rodovia para ter uma gestão privada com a parada de todos os veículos que vão entrar nessa rodovia porque ela é uma rodovia de baixo fluxo”, declarou.

    Conforme Renan Filho, a ideia de usar o Fundo Amazônia, que é gerido pelo poder público, surgiu porque o custo seria muito alto para a iniciativa privada assumir um eventual pedágio. “A gente pode ter o modelo mais inovador de gestão rodoviária com respeito ambiental do mundo”.

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    Na mesma entrevista, Renan Filho anunciou valores na ordem de R$ 280 bilhões, que serão investidos, nos próximos quatro anos, em rodovias e ferrovias pelo país.

    Serão investidos R$ 185,8 bilhões, considerando recursos públicos e privados, na construção, pavimentação e manutenção de rodovias. O ministério prevê a realização de cinco leilões em concessões ainda neste ano.

    Os investimentos estão divididos entre as cinco regiões do país. A região Norte receberá R$ 21,3 bilhões. Destaque para as obras das BR-364 em Rondônia e BR-156 no Amapá. O Nordeste terá investimentos de R$ 49,1 bilhões. Destaque para as BR-226 no Maranhão, BR-101 em Sergipe e BR-122, na Bahia.

    O Sudeste terá R$ 96,1 bilhões. Dentre eles, a pavimentação da BR-367 em Minas Gerais e o Contorno de Mestre Álvaro, no Espírito Santo. Na região Sul serão investidos R$ 57,8 bilhões, destinados ao Contorno de Florianópolis (BR-101), em Santa Catarina, entre outras obras. Para finalizar, a Região Centro-Oeste terá recursos no valor de R$ 46,3 bilhões. Estão contempladas obras na BR-419, em Mato Grosso do Sul, a Ponte Luiz Alves (BR-080) em Goiás, entre outras.

    Para as ferrovias serão destinados R$94,2 bilhões de reais. Sendo, R$55,1 bilhões para serem investidos de 2023 a 2026. E R$39,1 bilhões de reais para depois de 2026. Os investimentos ferroviários não acontecerão em todo o país. E segundo o ministro, não haverá ICMS de obras ferroviárias, o que reduzirá o custo das obras em 15%.

    Dentre os objetivos do Novo PAC dos Transportes, segundo o ministro, está a ampliação dos investimentos no país e a geração de emprego e renda.

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