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    Governo tenta impedir que Congresso aumente emendas impositivas em 2024

    Parlamentares querem transformar em obrigatório o pagamento de emendas de comissão pelo Palácio do Planalto; valor estimado foi de R$ 7 bilhões neste ano

    Na semana passada, proposta chegou a ser colocada na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para ser analisada
    Na semana passada, proposta chegou a ser colocada na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para ser analisada Dida Sampaio/Estsadão Conteúdo - 05.out.2017

    Larissa Rodriguesda CNN

    Brasília

    O Palácio do Planalto tenta barrar um projeto de lei (PL) que pretende aumentar o poder do Congresso Nacional no Orçamento Geral da União a partir de 2024.

    De autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), o texto quer transformar as emendas parlamentares de comissão em impositivas.

    Isso significa que, se aprovado, o projeto obrigará o governo federal a pagar esse tipo de emenda aos parlamentares. Em 2023, o valor destinado para as emendas de comissão foi de cerca de R$ 7 bilhões.

    No entanto, o Planalto pagou apenas 1% desse montante. Por isso, deputados e senadores querem que elas passem a ser impositivas a partir do ano que vem.

    Na semana passada, a proposta chegou a ser colocada na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para ser analisada. A liderança do governo conseguiu, no entanto, adiar a votação.

    O governo argumentou que, antes de votar o projeto, era preciso um parecer técnico da advocacia do Senado sobre a sua constitucionalidade.

    Há um entendimento por parte do Planalto de que, para tornar essas emendas impositivas, seria necessário aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) — e não fazer tal mudança via projeto de lei, como esse apresentado na CAE.

    Senadores governistas da comissão disseram à CNN que o parecer do Senado deverá impedir o andamento da matéria. Já outros parlamentares de centro e da oposição estão mais otimistas quanto à sua constitucionalidade e prometem lutar para que o projeto de lei seja aprovado ainda neste ano.

    O governo trabalha para tornar impossível aprovar o PL antes do recesso parlamentar. E garante que, mesmo que se isso acontecer, irá judicializar o tema, impedindo o pagamento obrigatório das emendas de comissão pelo menos em 2024.

    Na semana passada, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), foi a responsável mais uma vez por se indispor com o Congresso Nacional ao se posicionar oficialmente contra o projeto.

    Nas redes sociais, Gleisi disse que o pior caminho para a contribuição com o equilíbrio fiscal do país é o projeto de lei que torna obrigatório o pagamento de emendas de comissões.

    Veja também: INEP aciona a PF após imagens da prova do Enem circularem nas redes sociais