Grupo no Senado sobre caso Master deve virar alternativa se CPI não vingar

Comissão de Assuntos Econômicos terá grupo que pretende requisitar documentos e ouvir envolvidos em suspeitas de fraudes

Luciana Amaral, da CNN Brasil, Brasília
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O grupo de trabalho dentro da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado para acompanhar as investigações do caso do Banco Master tem o potencial de virar uma alternativa aos pedidos de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) ou CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) sobre o assunto, se a instalação desses colegiados não for para frente.

Em última instância, a decisão quanto ao funcionamento de uma eventual CPI ou CPMI está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AL), que ainda não se manifestou acerca dos requerimentos.

Já o grupo na CAE não depende de Alcolumbre, mas apenas do presidente da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), que foi o responsável por constituir a iniciativa.

A princípio, um grupo de trabalho não tem todas as prerrogativas de uma CPI ou CPMI. No entanto, Renan já indicou que pretende requisitar documentos, convocar envolvidos e ter acesso a dados sigilosos.

O senador disse querer o compartilhamento com o grupo dos documentos produzidos pelo Banco Central, Tribunal de Contas da União, pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Polícia Federal, por exemplo. Em parte, essas são medidas também tomadas por CPIs e CPMIs.

O grupo é formado por senadores de direita, centro e esquerda, incluindo o líder do governo federal no Congresso, Randolfe Rodrigues. Veja:

  • Alessandro Vieira (MDB-SE);
  • Damares Alves (Republicanos-DF);
  • Eduardo Braga (MDB-AM);
  • Esperidião Amim (PP-SC);
  • Fernando Farias (MDB-AL);
  • Leila Barros (PDT-DF);
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP).

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) diz já ter assinaturas suficientes para a instalação de uma CPMI no Congresso, enquanto o senador Eduardo Girão (Novo-CE) alega ter apoio para uma CPI na Casa.

Ainda assim, há resistências por parte do Congresso e dúvidas sobre o quanto essas comissões realmente conseguiriam funcionar devido ao calendário eleitoral ao longo do ano.