Gustavo Feliciano assume Ministério do Turismo na terça-feira (23)

Planalto confirmou o novo chefe da pasta nesta quinta (18); ele substitui Celso Sabino, que perdeu sustentação política após ser expulso do União Brasil

Pedro Teixeira, da CNN Brasil, em Brasília
Gustavo Feliciano
O indicado pelo União Brasil, Gustavo Feliciano (dir.), ao lado do deputado Damião Feliciano (esq.)  • Reprodução/Instagram
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A posse de Gustavo Feliciano como ministro do Turismo está prevista para acontecer na próxima terça-feira (23). A cerimônia deve acontecer no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), auxiliares e a aliados, segundo informações da Secretaria de Comunicação.

Filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB) e da vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano, Gustavo foi anunciado como secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico do governo de João Azevêdo (PSB) em 2018.

Com pouco mais de 3.000 seguidores e menos de 100 publicações no Instagram, Feliciano tem um perfil discreto, com fotos de família e algumas alusões ao seu período como secretário de estado.

Seu pai, o deputado Damião Feliciano é médico cardiologista e foi eleito para o cargo na Câmara para o mandato de 2023 a 2027.

Nas redes, Damião se coloca como o “primeiro e único deputado federal negro da Paraíba”. O congressista é ainda coordenador-geral da Bancada Negra da Casa.

Além de defender a pauta racial, o deputado também atuou de forma favorável ao PL (projeto de lei) que isentou o Imposto de Renda para os trabalhadores que têm renda mensal até R$ 5.000. O texto foi uma proposta enviada pelo governo federal.

Damião é casado com Lígia Feliciano, mãe do possível ministro do Turismo. Lígia, que também é médica, já atuou como vice-governadora da Paraíba e hoje é diretora de departamento de aquisição de alimentos no Ministério do Desenvolvimento Social.

Troca no Ministério do Turismo

Depois que o União Brasil expulsou Celso Sabino do partido, a sigla pediu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para indicar um novo nome associado à legenda.

Sabino foi expulso depois de não acatar ordem do presidente do partido, Antonio Rueda, que deu um ultimato para que todos os filiados ao União deixassem seus postos no governo.