Horta: Reforma trabalhista aprovada por governo Temer foi “corajosa”

No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (7), comentarista Pedro Horta falou sobre artigo publicado pelo ex-ministro da Fazenda criticando teto de gastos

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta sexta-feira (7), o advogado e professor Pedro Horta comentou a fala do ex-Ministro da Fazenda, Guido Mantega, atacando a reforma trabalhista de 2017. Nesta semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, falaram em revogação da reforma caso o partido ganhe as eleições deste ano.

Em um artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo na última terça-feira (4), Mantega fez diversas críticas ao teto de gastos, que, segundo ele, produziu uma série de distorções na gestão orçamentária. “As gestões fiscais dos governos [de Michel] Temer e [de Jair] Bolsonaro foram um desastre que, desde 2016, só acumulou déficits primários”, acusou o ex-ministro.

Para Horta, a crítica de Mantega às vésperas do começo da campanha eleitoral são bem-vindas e representam uma melhora no nível da discussão política. “A régua da eleição está melhorando”, disse. O advogado, porém, defendeu a participação do governo Temer, que assumiu o poder com uma taxa de juros de 14,25% e deixou o cargo com a taxa em 6,50% – além da inflação, que caiu de 9,32% para 2,76%.

Sobre a reforma trabalhista aprovada no segundo ano da gestão do emedebista, Horta classificou como corajosa as mudanças instauradas após mais de 70 anos de CLT. “Ninguém tinha coragem de tentar fazer uma reformulação para que se abrisse postos de trabalho, geração de renda e emprego”, comentou.

“Aquele círculo virtuoso que a economia ganha com a reforma trabalhista, previdenciária e taxa de juros está aí, teve um sucesso… pega um governo após um impeachment, um impeachment por pedaladas fiscais.”

Quanto à reforma trabalhista, Horta afirmou que o PT se inspira no modelo da Espanha – país que aprovou uma nova lei de trabalho em 2012 e, em 2022, revisou as regras. Ele disse não acreditar que o partido fará grandes alterações caso chegue ao Planalto. “Vão tentar trazer algum resultado para os sindicatos, já que hoje a contribuição sindical não é obrigatória. Está fazendo um discurso para quem sempre foi sua base eleitoral.”

“A classe empresarial, que sustenta esse país e gera emprego, e os próprios trabalhadores já amargaram muito esse excesso de direitos que afugentam postos de trabalho. Hoje, ninguém é mais levado como massa de manobra”, concluiu.

O professor também disse que, atualmente, é mais difícil passar uma reforma “de cima para baixo” e qualificou o discurso do PT como uma tentativa de arregimentar novamente o eleitorado que sempre foi a base do partido.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Pedro Horta. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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