Hugo: Câmara definirá até sexta posição sobre projeto de combate às facções

Presidente da Casa manifestou ainda a intenção dos deputados começarem a discutir uma série de pautas da segurança pública já na próxima semana

Helena Prestes, da CNN Brasil*, Davi Vittorazzi, da CNN Brasil, Brasília
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta  • 02/04/2025REUTERS/Ueslei Marcelino
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a Casa deve definir até sexta-feira (7) o rito de tramitação do projeto de combate às facções apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), além de outras propostas que tratam do mesmo assunto.

"Até a próxima sexta-feira, nós anunciaremos ao Brasil qual será a nossa decisão acerca do PL (Projeto de Lei) apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o combate às facções criminosas, bem como dois projetos, um de autoria do deputado Danilo Forte e outro de autoria do senador Stevenson, que tratam da equiparação dos crimes das facções criminosas ao terrorismo", afirmou Hugo na noite desta quarta-feira (5).

Segundo o presidente da Câmara, o objetivo é começar a discutir as pautas da segurança pública já na próxima semana.

Entre as propostas, está o PL Antifacção enviado pelo MJSP ao Congresso Nacional. O projeto propõe o endurecimento das penas e a criação de instrumentos para reduzir o poder econômico dos criminosos.

Outros dois projetos também estão sob análise do presidente da casa. Ambos, um do deputado Danilo Forte (União-CE) e outro do senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), querem classificar os crimes cometidos por facções criminosas como terrorismo, o que aumenta as penas e endurece as regras de investigação e prisão.

Hugo Motta ainda precisa decidir qual desses textos será adotado ou se haverá uma unificação de trechos das três propostas.

A confirmação do parlamentar a respeito da agenda da Câmara ocorreu durante o I Fórum de Buenos Aires, na Argentina, congresso de direito organizado pela instituição do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, o IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa).