Hugo reafirma compromisso para que deputado do PT assuma vaga no TCU
Deputado Odair Cunha (PT-MG) é o favorito para ocupar a cadeira que será aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, prevista para o primeiro semestre de 2026

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (19), durante um café com jornalistas, que manterá o acordo firmado com o PT para apoiar a indicação de um deputado petista ao TCU (Tribunal de Contas da União) na vaga reservada à Casa.
O deputado Odair Cunha (PT-MG) é o favorito para ocupar a cadeira que será aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, prevista para o primeiro semestre de 2026.
A manutenção do acordo passou a ser questionada diante do desgaste na relação entre Motta e o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ). Em novembro, Motta rompeu com Lindbergh após críticas do petista à condução do PL Antifacção, enviado pelo governo ao Congresso Nacional.
Apesar do atrito, Motta disse que pretende cumprir o compromisso assumido com o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha à presidência da Câmara. À época, o PT apoiou a candidatura de Motta em troca do respaldo à indicação de um nome da legenda para o TCU.
“TCU é um processo que vamos tratar no ano que vem. Todos sabem que temos esse compromisso público com o deputado Odair [Cunha]. Foi um compromisso assumido na campanha, e todos também sabem que eu honro os compromissos que assumo”, afirmou Motta.
Nos bastidores, no entanto, o presidente da Câmara enfrenta pressão de partidos do Centrão para romper o acordo com o PT e apoiar outros nomes cotados para a disputa, ligados a siglas como PSD e União Brasil.
O PT tentou antecipar a votação ainda em 2025, com o argumento de evitar a contaminação do processo pelo calendário eleitoral. Motta, porém, descartou a possibilidade e afirmou que a decisão ficará para o próximo ano.
“Vamos dialogar com as lideranças partidárias. A decisão é do plenário, não é uma escolha individual. Vamos, em conjunto com os líderes, avaliar o melhor momento para levar o tema à votação”, concluiu.


