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    Ímpeto governista do Centrão colocou CPI do MST na barganha com o governo, diz relator Ricardo Salles à CNN

    Relator do colegiado admite que não há hoje apoio suficiente para aprovar seu relatório

    O deputado Ricardo Salles (PL-SP) é relator da CPI do MST
    O deputado Ricardo Salles (PL-SP) é relator da CPI do MST Agência Câmara

    Pedro Venceslauda CNN

    Em São Paulo

    Lideranças e parlamentares do agronegócio culpam a articulação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os partidos do Centrão por espaços na Esplanada dos Ministérios pelo esvaziamento da CPI do MST, que caminha para um desfecho sem um relatório.

    A oposição começou a CPI com ampla maioria no colegiado, indicada pela poderosa Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), mas os membros mais combativos foram sendo substituídos, segundo disse o relator, Ricardo Salles (PL-SP) à CNN.

    Vídeo: Relatório final da CPI do MST não deve ser aprovado

    “Não há dúvidas que o ímpeto governista dos partidos do Centrão colocou a CPI do MST na barganha por cargos”, disse Salles.

    O parlamentar admite que não há hoje apoio suficiente para aprovar seu relatório.

    A liderança do colegiado informou aos membros que não haverá mais nenhuma reunião ou audiência até a apreciação do relatório final.

    No domingo (3), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu uma liminar suspendendo os depoimentos de dois servidores do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas alegando invasão de competência por parte da CPI, já que a autarquia é vinculada à gestão estadual.