Indicada pelo PL, Soraya retira a candidatura para cadeira no TCU
Em discurso rodeado de parlamentares mulheres, a deputada apoiada por Flávio Bolsonaro mencionou a "coragem" para combater acordos políticos

A deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) retirou sua candidatura ao cargo de ministra do TCU (Tribunal de Contas da União). Em um discurso no plenário nesta terça-feira (14), a indicada pelo PL - que teve influência direta de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - mencionou a escassez de mulheres nos tribunais e o acordo prévio para eleger Odair Cunha (PT-MG).
Com a decisão de Soraya, a Câmara fica sem candidatas mulheres para a vaga, tendo em vista a recente desistência da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) para apoiar a parlamentar do PL.
O candidato mobilizado pela oposição para contrapor Odair Cunha, portanto, deve ser Elmar Nascimento (União Brasil-CE). Lideranças do PL e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intercederam para que houvesse maioria. Segundo o líder do partido, Sóstenes Cavalcante (RJ), “nunca houve e nunca haverá um petista no TCU”.
Rodeada por parlamentares mulheres na tribuna do plenário, Soraya afirmou que sua desistência seria realizada sob a promessa de que as próximas cadeiras no STJ e do TCU seriam indicações femininas.
“Quero que daqui para frente essa casa saiba que não há liderança sob pressão. Uma mulher não aceita colocar uma faca no pescoço. Mulher se envolve na política pois defende causas, é diferente, não está no jogo do poder. Desisto de minha candidatura porque quero Flávio Bolsonaro presidente!”
Antes do início da votação, lideranças da oposição orquestraram um afunilamento de votos em torno de Soraya Santos para disputar a eleição com Odair Cunha – sem sucesso. Tendo em vista a resistência dos demais candidatos, Soraya cedeu.


