‘Invasão hacker’, ‘não é obrigatório seguir a OMS’: as frases de Mayra na CPI

Secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde depôs à CPI da Pandemia nesta terça-feira (25)

Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro
Secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Gregory Prudenciano e Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo

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A secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde Mayra Pinheiro depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia nesta terça-feira (25). Conhecida como “Capitã Cloroquina” por sua defesa do “tratamento precoce”, com uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19, Mayra defendeu à CPI o uso de remédios como a hidroxicloroquina e a ivermectina tão logo surjam os sintomas da doença que já matou 450 mil pessoas no Brasil. 

Funcionária do Ministério da Saúde, Mayra afirmou que há, sim, ação antiviral no uso da hidroxicloroquina, mas foi rebatida pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), que argumentou que o remédio é, na verdade, um antiparasitário. 

Mayra, que é médica pediatra, também criticou a Organização Mundial da Saúde (OMS) e sustentou que o Brasil não é obrigado a seguir as diretrizes da instituição, que em julho de 2020 interrompeu testes com hidroxicloroquina contra a Covid-19. 

Sobre o TrateCOV, aplicativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde e que facilitava a prescrição de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença causada pelo novo coronavírus, a secretária afirmou que o instrumento que foi ao ar era, na verdade, um protótipo, e acusou um jornalista de ter extraído de forma indevida os dados do aplicativo. 

Abaixo, algumas das principais frases ditas por Mayra Pinheiro à CPI da Pandemia: 

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