Investigações do caso Master seguem com "absoluta regularidade", diz Andrei

Declaração foi dada durante abertura do curso de formação de agentes da Polícia Federal

Leonardo Ribbeiro e Elijonas Maia, da CNN Brasil, Brasília
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O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, disse nesta segunda-feira (26) que investigadores já tiveram acesso ao material apreendido na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master, e que o caso segue com "absoluta regularidade". 

"Eu não vou entrar em detalhes operacionais de investigações que ainda estão em andamento, seja essa ou qualquer outra. O [ex-]ministro [Ricardo] Lewandowski na sua aula magna comentou sobre o papel do juiz em todos os casos, e esse é mais um deles, na absoluta regularidade, que nós seguimos instruindo conforme as determinações do magistrado [Toffoli]", afirmou.

A declaração foi dada durante abertura do curso de formação de agentes da Polícia Federal.

Em uma decisão atípica, o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), inicialmente determinou que o material apreendido — composto por documentos, celulares e computadores — fosse enviado à Corte, em vez de ser encaminhado diretamente à Polícia Federal, como é habitual.

Depois, Toffoli reviu sua decisão e orientou que o material fosse encaminhado à PGR (Procuradoria-Geral da República). Esse movimento gerou preocupação entre os investigadores da PF, que temiam que isso pudesse prejudicar o andamento da apuração. Depois, a corporação também passou a ter acesso.

"Os nossos peritos já tiveram acesso ao material apreendido na segunda fase da operação Compliance Zero. A investigação segue normalmente. Não há nenhum impacto negativo nesse processo", completou o diretor-geral da PF.