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    Investigadores dizem que ausência em depoimento pode complicar situação de Bolsonaro em caso das joias

    De acordo com integrantes da Polícia Federal e do Judiciário, o não comparecimento aos depoimentos simultâneos seria visto como ‘a gota d’água” —ou seja, algo grave, passível de medidas cautelares mais duras

    Ex-presidente Jair Bolsonaro após depoimento na PF em 12 de julho
    Ex-presidente Jair Bolsonaro após depoimento na PF em 12 de julho TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

    Thais Arbex

    A eventual ausência de Jair Bolsonaro no depoimento à Polícia Federal sobre o caso das joias, no próximo dia 31, pode complicar a situação do ex-presidente e seus aliados na Justiça, segundo autoridades responsáveis pelas investigações disseram à CNN.

    De acordo com integrantes da Polícia Federal e do Judiciário, o não comparecimento aos depoimentos simultâneos seria visto como ‘a gota d’água” —ou seja, algo grave, passível de medidas cautelares mais duras contra os alvos da investigação.

    A Polícia Federal intimou Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além de outros investigados, para depoimentos simultâneos sobre o caso das joias recebidas de autoridades estrangeiras.

    Além do ex-casal presidencial, também foram intimados Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o seu pai, o general da reserva Mauro Lourena Cid, os advogados Frederic Wassef e Fábio Wajngarten, e os assessores de Bolsonaro Marcelo Câmara e Osmar Crivelatti.

    No mesmo dia 31, a expectativa é que Bolsonaro seja ouvido sobre o caso de empresários que discutiram pelo WhatsApp a possibilidade de um golpe de Estado.

    Embora a defesa do ex-presidente esteja trabalhando com a possibilidade de adiar o depoimento, sob o argumento de não ter tido acesso à íntegra do inquérito, registros do Supremo Tribunal Federal mostram que o advogado Saulo Lopes Segall, que integra a defesa de Bolsonaro, recebeu, no último dia 17, “mídia contendo cópia integral dos autos do processo”.

    No dia 15, o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito, autorizou o acesso dos advogados de Bolsonaro e Michelle Bolsonaro às investigações, “ressalvado o acesso às diligências em andamento”.