‘Já emagrecemos muito a PEC Emergencial, mas ainda há o que salvar’, diz relator

Entre outros pontos, o trecho que previa o fim dos gastos mínimos em saúde e educação foi retirado da proposta

Da CNN, em São Paulo

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O relator da PEC Emergencial, senador Márcio Bittar (MDB-AC), não escondeu a frustração de precisar “enxugá-la” para que seja aprovada pelo Congresso Nacional, mas afirmou, em entrevista à CNN nesta segunda-feira (1º) que, do jeito que está, ela ainda será útil ao país.

“Eu queria apresentar uma PEC muito mais robusta, com muito mais itens, tive de ir desidratando ao longo do ano passado e esse ano. Já emagrecemos muito essa PEC, mas ainda há o que salvar. Como ela está ainda agrada ao ministério da Economia”, afirmou o senador à CNN

O trecho que previa o fim dos gastos mínimos em saúde e educação foi retirado. “Já reconheci a derrota dessa proposta, que sequer foi debatida, da desvinculação dos recursos da saúde e educação. Ficou muito mal conversado, parecia que alguém queria tirar dinheiro da saúde e educação, o que não é verdade, o orçamento é o mesmo, queríamos devolver o poder aos estados e municípios.Tive que reconhecer a derrota, porque há ainda o que salvar”, afirmou.

O senador contou quais os principais pontos que serão apresentados nesta terça-feira (2). “Vamos autorizar o presidente a fazer mais empréstimos, o governo federal vai fazer mais dívidas, mas é necessária, para ajudar milhões de brasileiros que precisam do auxílio emergencial. Nesse momento é fundamental que aprove também algo para conter o gasto público, não é possível não colocar um freio na União, estados e municípios. O ideal é que a gente aprove a PEC e o rigor fiscal”, disse.

Bittar se disse otimista quanto ao papel dos parlamentares. “O Congresso tem poder para pôr um pingo de responsabilidade nas contas públicas. Independentemente da Covid-19, o Brasil estava indo e foi para o buraco porque estados, municípios e União gastaram muito mais do que podiam. Se o Congresso aprovar apenas o novo endividamento, faltaria com sua responsabilidade à nação”, avalia.

(Publicado por Daniel Fernandes)

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