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    Julgamento do impeachment de Witzel é marcado para 30 de abril

    Contra o governador afastado pesam suspeitas de superfaturamento na compra de respiradores e ilegalidades na construção de hospitais de campanha

    O governador do Rio, Wilson Witzel, em evento
    O governador do Rio, Wilson Witzel, em evento Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Por Isabelle Resende e Paula Martini, da CNN no Rio de Janeiro

    O presidente do Tribunal Especial Misto, o desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, marcou para o dia 30 de abril o julgamento final do processo de impeachment do governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. A sessão está marcada para começar às nove da manhã, mas a decisão não prevê hora para terminar.

    O desembargador também estendeu o prazo para a defesa de Witzel apresentar as alegações finais ao processo. O prazo, que terminaria nesta quinta-feira (22), foi prorrogado até o próximo dia 27, a pedido dos advogados do governador afastado. O Tribunal Misto é formado por cinco desembargadores e cinco deputados estaduais. 

    A denúncia pelo afastamento de Wilson Witzel é de autoria dos deputados Luiz Paulo (Cidadania) e Lucinha (PSDB). Eles também pedem que Witzel seja condenado por crime de responsabilidade e perca os direitos políticos por cinco anos. Contra o governador afastado pesam suspeitas de superfaturamento na compra de respiradores e ilegalidades na construção de hospitais de campanha, além da revogação da desqualificação de uma Organização Social que prestava serviço ao estado.

    Governador afastado

    O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), durante depoimento
    Foto: Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Witzel está afastado do cargo desde agosto do ano passado, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é investigado por suspeita de práticas irregulares na área da Saúde. De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, a partir da eleição de Wilson Witzel, “estruturou-se no âmbito do governo estadual uma organização criminosa, dividida em três grupos, que disputavam o poder mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos”. Liderados por empresários, esses grupos lotearam algumas das principais pastas estaduais, como a Secretaria de Saúde, “para implementar esquemas que beneficiassem suas empresas”.

    O principal mecanismo utilizado pelos grupos para captar recursos financeiros, segundo o MPF, era “por meio do direcionamento de licitações de organizações sociais (OSs), mediante a instituição de uma ‘caixinha de propina'” abastecida por OSs e seus fornecedores”.

    Uma das operações suspeitas é a contratação da organização social Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), para administrar hospitais de campanha idealizados para atender pacientes com Covid-19. As investigações apontam que a OS tem relação com um dos grupos que controlam a saúde no Rio de Janeiro, contribuindo também com a chamada “caixinha da propina”.