Justiça arquiva inquérito sobre participação de terceiros em facada a Bolsonaro

Juiz disse entender que já foram esgotados todos os procedimentos investigativos, mas faz ressalva de que processo pode ser reaberto caso surjam novos elementos

O então candidato Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). No círculo, em destaque, Adélio Bispo
O então candidato Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). No círculo, em destaque, Adélio Bispo Foto: Fabio Motta/Estadão Conteúdo (06.set.2018)

Anna Satie e André Rosa, da CNN em São Paulo

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A Justiça Federal em Juiz de Fora (MG) decidiu nesta terça-feira (16) arquivar o inquérito que apurava a participação de terceiros no atentado contra o então candidato e hoje presidente Jair Bolsonaro, em setembro de 2018.

Na decisão, o juiz Bruno Savino diz entender que se esgotaram todas as ações investigativas, exceto pela perícia do celular do advogado de Adélio Bispo, suspensa por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região). No entanto, o magistrado cita a possibilidade de reabrir o processo caso surjam novos elementos.

Em maio, a PF (Polícia Federal) anunciou a conclusão de um segundo inquérito sobre o atentado, que mostrou que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho, por iniciativa própria.

A primeira investigação, concluída no mesmo mês do ocorrido, obteve a mesma conclusão. A iniciativa de repetir o procedimento foi da própria corporação, para atestar que não houve participação de outras pessoas.

Relembre o caso

Durante a campanha presidencial, o então candidato Bolsonaro foi esfaqueado na região abdominal em um comício em Juiz de Fora. O presidente passou por várias cirurgias desde então.

Adélio foi preso em flagrante e transferido para um presídio em Campo Grande dois dias após o ato. Em junho de 2019, recebeu sua sentença, a absolvição imprópria — foi considerado culpado, mas impossibilitado de ser punido por conta de sua doença mental. Ele foi diagnosticado com transtorno delirante persistente. 

A Justiça autorizou a transferência de Adélio para uma instalação adequada para seu tratamento em março deste ano, após 18 meses de prisão. 

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