Lewandowski pede explicações a Alcolumbre sobre sabatina de André Mendonça

Mendonça, que é ex-ministro da Justiça e ex-advogado geral da União, foi o indicado do presidente Jair Bolsonaro para ocupar o lugar do ex-ministro Marco Aurélio Mello no STF

Da CNN*

Em São Paulo

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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski determinou, nesta terça-feira (21), que sejam enviadas pelo presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), informações sobre a sabatina do ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) André Mendonça. As informações são da analista de política da CNN Thais Arbex.

Mendonça, que é ex-ministro da Justiça e ex-advogado geral da União, foi o indicado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ocupar o lugar do ex-ministro Marco Aurélio Mello no STF.

Alcolumbre, porém, ainda não marcou a sabatina na CCJ do Senado, o que gerou a reação dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Podemos-GO), que protocolaram, na última quinta-feira (16), um mandado de segurança no STF contra o presidente da comissão. A decisão de Lewandowski desta terça-feira foi uma resposta a esta ação.

Segundo os senadores, Alcolumbre se recusa a marcar a sabatina de Mendonça. A comissão recebeu a indicação de Mendonça em 19 de agosto, e, desde então, não marcou data para sua sabatina. O parlamentar terá 10 dias para enviar as informações solicitadas pelo STF.

Movimentação nos bastidores

Conforme informou a analista de política da CNN Thais Arbex, após um movimento de líderes evangélicos, aliados de Alcolumbre disseram à CNN que o senador decidiu destravar o processo e que vai marcar a sabatina no colegiado até 15 de outubro.

Nos bastidores, pessoas próximas a Alcolumbre dizem, no entanto, que a decisão de marcar a sabatina não muda a posição contrária do senador à indicação de Mendonça ao Supremo.

O ex-presidente do Senado é um dos principais entusiastas do nome do procurador-geral da República, Augusto Aras, para a vaga na Corte.

O indicado para a vaga no STF obrigatoriamente precisa passar pela CCJ, e, se for considerado apto pelos senadores, seu nome vai para votação no plenário.

Para ser aprovado, é necessário ter apoio da maioria absoluta da Casa, com ao menos 41 votos favoráveis. Em caráter reservado, aliados de Alcolumbre disseram à CNN que, tão logo a data da sabatina seja anunciada, haverá uma força-tarefa para consolidar uma derrota de Mendonça no plenário do Senado.

(*Com informações de Douglas Porto e Rachel Vargas, da CNN, em São Paulo e Brasília, e da Agência Senado)

(Publicado por Daniel Fernandes)

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