Líderes atendem Hugo e dão aval para manter divisão de comissões

Partidos devem manter comando de colegiados atuais; intenção é acelerar votações e indicação de emendas

Emilly Behnke e Aline Becketty, da CNN Brasil, Brasília
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Os líderes partidários da Câmara decidiram manter nesta quarta-feira (28) a divisão atual do comando das comissões permanentes. A manutenção da partilha foi sugerida pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O tema foi debatido nesta manhã durante reunião do colégio de líderes para alinhar a retomada dos trabalhos no Legislativo e a agenda da Casa.

A intenção é evitar atrasos na retomada das atividades nos colegiados permanentes e, assim, garantir votações e a indicação de emendas antes do período eleitoral.

Com a manutenção da partilha das comissões, os partidos mantêm o comando dos colegiados atuais e apenas indicam outros deputados para os cargos de presidentes.

De acordo com líderes ouvidos pela CNN Brasil, a manutenção valerá inclusive para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a mais importante da Casa e atualmente sob o comando do União Brasil. Um dos nomes cotados para presidir o colegiado é o deputado Leur Lomanto Jr. (União-BA).

“Houve um acordo que acho que é interessante. A gente falou muito da CCJ, que vai ser a União Brasil, mas ter um nome moderado para presidir. Não sei o nome, mas prometeram à gente que o nome ia ser um nome moderado. Alguém que dialogasse com todos os lados”, afirmou Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, após a reunião.

Para o deputado petista, se confirmada a escolha, Leur Lomanto Júnior seria um nome "equilibrado".

No encontro de líderes, os deputados também debateram o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. A intenção de Hugo Motta, segundo líderes, é votar o texto ainda em fevereiro.

O tratado foi assinado em 17 de janeiro e ainda passará por uma análise jurídica. Para entrar em vigor, no entanto, depende do aval dos parlamentares dos países envolvidos e, por isso, o texto será analisado no Congresso.

"Sobre o Acordo Mercosul-UE, assim que chegar à Casa, daremos celeridade", afirmou Hugo Motta em publicação nas redes sociais.

Os líderes também debateram a agenda de trabalho preferencial para as próximas semanas. Pelo acordo, a PEC da Segurança Pública deve ser votada na comissão especial após o Carnaval, na última semana de fevereiro.

O colégio de líderes também acordou a votação a partir de segunda-feira (2) de duas medidas provisórias próximas de caducar. É o caso da MP que estabeleceu o programa Gás do Povo e que perderá validade em 11 de fevereiro. Também deve ser votada a MP sobre crédito extraordinário para o setor rural, que perderá a vigência em 9 de fevereiro.

A volta oficial dos trabalhos no Congresso está marcada para segunda-feira (2), às 15h. O encontro do colégio de líderes foi convocado por Hugo Motta com quase duas semanas de antecedência.