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    Eleições 2022

    Lula abordou “emprego”, e Bolsonaro, “família” no horário eleitoral; veja termos mais citados

    CNN mapeou palavras mais usadas pelos quatro principais presidenciáveis em todos os 15 dias de propagandas no rádio e na TV

    Arte CNN

    Salma Freuada CNN

    Ao longo de 15 dias, os candidatos à Presidência da República exibiram seus programas no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. As propagandas presidenciais, veiculadas desde 27 de agosto, às terças, quintas e sábados, em dois horários no rádio (às 7h e às 12h) e dois na TV (às 13h e às 20h30), se encerraram na quinta-feira (29).

    Dono do maior tempo de TV, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha direito a três minutos e 39 segundos por bloco. Nos 15 dias de propaganda, apareceu por três horas e 39 minutos.

    Segundo mapeamento das palavras mais repetidas por ele na propaganda eleitoral gratuita, “povo”, “salário”, “emprego” e “comida” foram as mais ditas pelo petista, assim como “ódio”, em referência ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Em várias oportunidades, ele disse que o atual mandatário “prega o ódio” e que vai governar com “amor”.

    “Cesta” e “básica”, referente à cesta básica, também aparecem nos destaques. Assim como “inflação”, outro tema recorrente, usado para criticar o aumento de preços no governo Bolsonaro, lembrar da redução da inflação no próprio governo, ou para falar do aumento do salário mínimo acima da inflação em sua gestão.

    Bolsonaro tinha dois minutos e 38 segundos por bloco. Em todo o período de horário eleitoral, apareceu por duas horas e 38 minutos.

    As palavras “família”, “aborto” e “Deus” aparecem com frequência em sua propaganda, o que demonstra o destaque dada à pauta de costumes, como ocorreu em 2018.

    A segurança pública é outro tema de destaque, abordado em palavras como “polícia” e “drogas”.

    Com maior rejeição no eleitorado feminino, o presidente direcionou algumas propagandas às “mulheres”, também uma das palavras mais repetidas por ele.

    Bolsonaro também falou com frequência sobre “guerra”, em referência à Guerra da Ucrânia, e “pandemia”, para justificar os resultados econômicos negativos em seu governo.

    Ciro Gomes (PDT) tinha direito a 52 segundos por bloco e apareceu por menos de uma hora no total. “Programa” é a palavra central em seus discursos, em referência ao Programa Nacional de Desenvolvimento (PND) criado pelo próprio candidato, e que contém as propostas dele para o país.

    “Educação” e “renda” são algumas das diretrizes do programa, sendo também algumas das palavras mais usadas. “Bolsonaro” foi mais citado por Ciro do que “Lula”. Ambos são criticados pelo pedetista.

    Simone Tebet (MDB) teve direito a dois minutos e 20 segundos por bloco e totalizou duas horas e 20 minutos.

    As palavras “mulher” e “mulheres” são centrais em seu discurso. Tebet é a única mulher entre os candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas. Ela argumenta que é preciso de alguém com a “alma de uma mulher” e o “coração de uma mãe” para resolver os problemas do país.

    “Primeira” também é uma das palavras mais ditas, já que ela destaca sua dianteira ao ser eleita a cargos antes ocupados exclusivamente por homens, como o de prefeita de Três Lagoas (MS) e o de vice-governadora do Mato Grosso do Sul.

    Em várias aparições, a candidata, que atuou na CPI da Covid, critica o atual presidente e o atraso na compra de vacinas contra o coronavírus. Os termos “pandemia”, “Covid” e “Bolsonaro” aparecem com frequência.

    Em caso de segundo turno para presidente, o horário eleitoral gratuito voltará a ser exibido na rádio e na TV, e será transmitido de 7 a 28 de outubro.