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    Lula acompanha 1º envio de carne para China em fábrica da JBS e elogia irmãos Batista: “Motivo de orgulho”

    Empresa anunciou que vai investir R$ 150 milhões na expansão da unidade

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante visita a uma planta frigorífica da JBS em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 12 de abril de 2024
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante visita a uma planta frigorífica da JBS em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 12 de abril de 2024 12/04/2024 - Ricardo Stuckert/PR

    Da CNN* São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, nesta sexta-feira (12), uma unidade Campo Grande II da JBS, em Mato Grosso do Sul. A unidade será a maior processadora de carne bovina da América Latina e uma das três maiores da companhia no mundo, segundo a empresa.

    Durante visita à fábrica, Lula disse que a atuação dos irmãos e empresários Joesley e Wesley Batista, proprietários do conglomerado J&F, é “motivo de orgulho”. A J&F é controladora da JBS, a maior produtora global de carnes.

    “[Joesley e Wesley são] responsáveis por essa empresa se transformar na maior empresa produtora de proteína animal do mundo. E isso, para mim, é motivo de orgulho”, disse Lula.

    Presente no local, José Batista Sobrinho, pai dos irmãos Batista, também recebeu elogios de Lula.

    “Fico sempre muito orgulhoso quando alguém consegue vencer na vida, em qualquer que seja a sua atividade”.

    Exportações para a China

    A empresa anunciou que vai investir R$ 150 milhões na expansão da unidade, durante visita de Lula. O presidente esteve na fábrica para acompanhar um processo de embarque de carne para a China a partir de uma planta recém-habilitada pelo país asiático para a atividade comercial — em março, a China habilitou 38 novas plantas para receber carne importada do Brasil.

    Com isso, o total de plantas habilitadas para operar na China passou de 107 para 145. Destas, 24 são voltadas ao processamento de carne bovina; oito de frangos; um estabelecimento de termo processamento de bovinos; e cinco entrepostos.

    Segundo o Planalto, somadas, essas unidades vão gerar um incremento de R$ 10 bilhões na balança comercial brasileira ao longo dos próximos 12 meses. Mato Grosso do Sul tinha apenas três frigoríficos habilitados para exportar para a China. Agora são sete.

    Daqui um ano, o volume processado diariamente na fábrica vai passar de 2.200 para 4.400 cabeças, enquanto o número de funcionários vai passar para 4.600, uma vez que a JBS avalia que a unidade de Mato Grosso do Sul tem potencial de expandir seus embarques, após a China habilitar novos frigoríficos brasileiros para exportação.

    O país asiático foi responsável por importar cerca de metade da carne bovina exportada pelo Brasil no ano passado, o que indica o potencial do mercado chinês, considerando as recentes habilitações.

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que tem base política em Mato Grosso do Sul, também esteve presente.

    “Essa planta [frigorífico onde ela e Lula estavam, de onde foi enviado o primeiro lote de carne para a China] significa mais exportação, e esse evento significa abrir o mercado brasileiro para o mundo. Exportar significa mais empregos gerados, mais renda no comércio e, consequentemente, mais empregos sendo gerados, numa economia circular”, disse a ministra.

    Tebet lembrou que cerca de R$ 70 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são investidos em infraestrutura. Ao apontar para um mapa com rotas de escoamento da produção brasileira, Simone Tebet disse que, de um tempo para cá, boa parte do PIB brasileiro se concentrou no Centro-Oeste brasileiro e em partes do Norte e do Sul do país.

    Segundo o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, os novos investimentos são importantes para o agronegócio de carne bovina do Brasil e mostram a competitividade do país, maior exportador global do produto.

    “Operamos em muitos países ao redor do mundo e nenhum deles é hoje tão atrativo quanto o Brasil para se investir no agronegócio”, disse Tomazoni, em nota.

    Segundo o executivo, as 38 novas habilitações para China “significam um passo gigantesco para o agronegócio brasileiro”, além de geração de emprego e renda.

    Com as liberações, as unidades de produção de bovinos de Mato Grosso do Sul agora podem embarcar por um volume equivalente a 2,3 milhões de animais, acréscimo de 1,87 milhão, o que deve se refletir nas exportações brasileiras, segundo a empresa.

    A unidade Campo Grande II produz atualmente 440 toneladas de carne e 136 toneladas de hambúrgueres (ou 2,4 milhões de unidades). Além da China, a fábrica pode exportar para Estados Unidos, Argélia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Argentina, União Europeia e Chile, entre outros, segundo a JBS.

    *Com informações da Reuters e da Agência Brasil