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    “Vocês têm o direito de protestar”, diz Lula ao ver cartazes grevistas em evento em SP

    Presidente se referiu a evento da agenda oficial como “comício do Lula”

    Servidores federais da educação e professores de universidades e IFs travam greve por reajuste salarial
    Servidores federais da educação e professores de universidades e IFs travam greve por reajuste salarial Paulo Pinto/Agencia Brasil

    Henrique Sales Barrosda CNN

    São Paulo

    Ao ver cartazes com a frase “estamos em greve” enquanto discursava em uma agenda oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que os servidores “têm o direito de protestar” e afirmou que o governo “sabe lidar com as contradições”.

    “Que bom que vocês podem vir em um comício do Lula e levantar um cartaz dizendo que estão em greve”, afirmou o mandatário, neste sábado (25), durante inauguração de obras viárias em Guarulhos, na Grande São Paulo.

    Lula emendou o discurso dizendo que, “há pouco tempo atrás” – sem especificar a qual período estava se referindo –, estudantes, professores e reitores de universidades não podiam “se manifestar”, “reivindicar” ou “reclamar”.

    “E o governo não estava disposto a negociar”, acrescentou. “Mas, agora, não: vocês têm o direito de protestar, de levantar cartaz e faixa, porque o nosso governo é democrático e sabe lidar com as diferenças e as contradições”, finalizou.

    Que maravilha que é garantir o direito democrático das pessoas lutarem, das pessoas reivindicarem e chegarem a um acordo no momento correto.

    Luiz Inácio Lula da Silva

     

    As faixas grevistas apareceram no evento em Guarulhos em meio a paralisações de servidores e professores de universidades e institutos federais, que já dura mais de um mês.

    O governo Lula, por meio do Ministério da Gestão e Inovação, ofereceu aos grevistas uma proposta de reajuste a partir de 2025, o que não agrada aos servidores, que demandam um reajuste nos salários já neste ano.

    O ministério chegou à conclusão de que não há espaço orçamentário para um reajuste já em 2024, prevendo ser possível apenas um “reajustão” em 2025, o que aliviaria a pressão sobre o governo federal, apurou o âncora da CNN Gustavo Uribe.