Lula critica silêncio de sindicatos e entidades médicas durante pandemia

Presidente sancionou lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Covid-19 e classificou gestão de Jair Bolsonaro Bolsonaro à época como "ignorante"

Duda Cambraia e Manoela Carlucci, da CNN Brasil, Brasília e São Paulo
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Em evento para sancionar a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), criticou o silêncio de sindicatos e entidades médicas sobre o período da pandemia.

"Muita gente se calou. Os sindicatos não foram para cima, as entidades médicas não foram para cima, tinha entidade importante do Brasil que não falou nada", disse em discurso.

De acordo com Lula, esse silêncio impede que a sociedade tenha a iniciativa de se manifestar contra eventuais "abusos".

"Eu acho que assim a gente nunca vai conseguir fazer com que a sociedade se manifeste contra os abusos de quem quer que seja a pessoa que tem um cargo. E nós precisamos ter consciência de que isso aqui é mais morte do que aconteceram no mundo, muitas guerras".

"O que nós temos que fazer é com que as pessoas saibam que foram os responsáveis que fortaleceram a ignorância do presidente no trato de uma pandemia como essa. Temos que dizer em alto e bom tom", acrescentou.

Em sua fala, o mandatário criticou o governo da época -- comandado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) -- dizendo que ele era "composto por um monte de gente que fazia questão de se fazer ignorante e por isso levou o país a um sacrifício desnecessário".

"Se a gente não der o nome, as pessoas não são reconhecidas. (...) Na época eu dizia que era preciso levar justiça, que a OMS (Organização Mundial da Saúde) precisava levar o Bolsonaro na Justiça como um cara que cometeu um crime contra a humanidade", afirmou.